Dormência

março 13, 2015

Tenho as mãos dormentes.
O vento sussurra lá fora.
Sussurra o seu nome
Com uma timidez despida,
Uma altivez arrogante
De quem sabe o que quer.
As letras ecoam.
Pesam-me.
Sufocam-me.
Não quero poesia
Idiossincrasias
Utopias
Paixões ardentes
Sonhos desfeitos.
Não quero sonhar.
Nem sonhos
Nem beijos
Nem enganos
Ou desejos.
Quero o tempo
A Paz
E, acima de tudo,
A liberdade
De saber que me pertenço
E a mais ninguém.



Não existe dever-ser.


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