Ritmos

março 27, 2015

E o coração pára

A cada passo que dou rumo ao desconhecido.
Tento respirar.
O ar dói-me,
O ar queima-me.    
Desde quando se tornou tão pesado
O Ar,
Se é tão leve que sinto
Este meu coração?
Parou outra vez,
O meu coração.
A minha pele vibra, sem cessar.
Fico arrepiada.
Fazes-me frio.
(Fazes-me fria)
Por que me fazes tu... fria?
Destino.
Chamas-lhe destino,
(Chamo-lhe má sorte).
Sigo outro trilho,
Sem ventos de Norte,
Sem pedras em que tropeçar.
Só eu e a minha vontade
Só eu e um Amor que arde.
Já não me ardes,
Já não me queimas.
Foste apenas a poesia de algumas tardes,
As lágrimas de poucas noites,
As loucuras de muitas madrugadas.
Foste
E ficaste.
E eu sem reparar...
Que nunca havias cá estado.


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