Heteronímias

julho 28, 2015


Interrogo-me acerca do futuro.
Não consigo preservar o entusiasmo sabendo que há coisas que nunca mudam. E, essas coisas, que não mudam nunca, mudam-me a mim. E muito.
Interrogo-me acerca do presente.
Como seria o meu presente, sem o passado que a vida me proporcionou?
Como seriam os meus problemas, os meus dramas, as minhas alegrias... Como seria viver, a minha vida, sentir, tudo quanto quis sentir, no momento certo, com a intensidade correcta.
Perdi tanto, mas tanto...
E o pior é estar consciente de que ainda tenho muito mais a perder daqui em diante.
O que faço?
Quando o coração me pede para fugir, o que faço?
Quando tudo o que quero é Paz, onde a encontro?
Quando tiver sede de liberdade, como a apago?
Quando já não tiver forças, nem sonhos, nem sorriso, onde os resgato?
Meu deus, como eu queria a minha vida de volta...

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1 comentários

  1. Foste o meu texto favorito do desafio DAPV com o tema saudade, mesmo não tendo participado conscientemente. Talvez para os próximos temas queiras participar mesmo ;)

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