Pés no chão

julho 17, 2015

(...)
Pálido, frio, irrequieto
Dorme acordado
Num mistério só seu.
Será meu? Será teu?
Não é de ninguém
Não sabe pertencer.
Desaparece.
Desaparece na sombra.
Não volta.
Espero.
Desespero.
E lá está ele.
Doce. Terno.
De sorriso curioso,
Como uma criança,
Mas que tem histórias para contar.
O nervoso miudinho,
O sim,
E o não.
E o silêncio
Que encurta.
É tudo nosso.
Aquele lugar,
Aquele lugar é tudo.
Correspondes.
Respondes.
Sincero.
Meigo.
A necessidade de estar perto,
De proteger,
De cuidar.
Sou tua.
A praia,
Nós,
A conversa,
O toque.
Foges.
E eu sigo-te.
Amas-me
E eu amo-te.
O beijo,
O beijo
E o abraço.
As mãos que contam segredos.
A despedida.
Não aguento.
Não quero.
Não posso.
Quero-te sempre.
Para sempre.
Quero-te sempre...
Frio,
Quente.
Intenso.
Tudo em ti é intenso
Até o facto de seres ilusão
E de eu acreditar.
Paixão,
Minha paixão,
A única verdadeira
Que eu tive,
Meu sonho.
Então, deixa-me sonhar.
O sorriso,
Oh, o sorriso...
A voz que treme
E foge
Só pra me tocar
Sem que eu sinta.
Não te amo.
Repeles-me.
Aversão.
Desilusão.
Tristeza.
Tornaste-me triste.
Eu.
Triste.
Tu.
A nascente do meu sorriso.



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