A estrela mais brilhante

agosto 07, 2015



A tua ausência funda e crua.
A minha ausência,
Mais funda do que a tua
Mas amena.
A minha ausência.
E a tua bem mais madura,
Mas sem a maciez do tempo,
Que o tempo,
(Se existir tempo)
Só nos faz bem.

A tua ausência,
Tu
E eu.
A tua presença.
Não sei se a quero.
Não sei se te quero,
Se te espero,
Se te venero,
Ou se apenas desespero…

Não é desespero o que sinto.
Seja o que for
É infinito.

É infinito na sua pequenez
Intimista e grandiosa,
Incapaz de ser contida
Em meras palavras
Sem vida,
Sem nexo,
Sem...

O que sinto
É um aperto sem fim,
No coração.
Ou na alma.

Tento desvendar
Aquele que seria o rumo dos acontecimentos
Que haveriam de vir
Se eu ousasse...

Mas,
E se eu escolher não ousar,
Não pensar,
Não amar,
Não sentir,
Não respirar...

Se eu escolher não (te) respirar,
E o destino nos levar
Só porque não era pra ser,
Como deveria ser...

Se eu escolher não caminhar
Nos mesmos trilhos
Que traçaste para nós,
Nem respirar os aromas
Do perfume que deixaste na nossa casa...

Se eu escolher deixar para trás o passado,
Os sorrisos,
E os impulsos de paixão...

Se eu (te) deixar
E souber respirar sozinha
E o Amor não mais entrar...

Talvez eu saiba
Então amar,
Mergulhar num outro mar,
Num outro destino,
No meu próprio caminho.

Talvez...
Então eu tenha certezas
E um coração quente.
E outras mãos que aqueçam
As minhas mãos sempre frias.

Não existem estações frias.



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