Beleza apocalíptica

agosto 25, 2015


Percebi que não necessita fazer sentido 
Ou cumprir regras.
Que não importa o sentido 
Que tentamos impingir ao destino.
Há sempre algo de incoerente
Que nos faz voltar,

Independentemente de sabermos
Que nos vamos magoar no final.
Há sempre algo 
Que nos faz voltar,

E se a tentação de escolher outro caminho
For surpreendentemente forte,
O mais provável
É sermos arrastados pelo medo
E voltar.

Gostamos das dores que já são nossas conhecidas,
Acarinhamos as que já tratamos por "tu".

Não sei se será uma tragédia 
Na qual gostamos de nos perder,
Uma atracção magnética pelo caos
Ou apenas uma fatalidade doce,
Um carinho ferido,
E umas quantas ternuras
Que ficaram por contar.


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