Lápis

agosto 24, 2015



Leva-me contigo no coração.
Não sei para onde foram as palavras
Que um dia eu amei,
Os sorrisos que dei,
E o versos que esculpi
Só por gostar de ti.

Não sei
Por que foi o mais puro que senti.

Percorremos caminhos paralelos
Em jardins mais do que belos
E hoje
O que temos...
É tão pouco.

Vejo o teu reflexo em versos que não são os teus.
Fiz de ti poeta dos meus sonhos,
Meu primeiro amor.

Onde estão esses sonhos,
Essa simplicidade carinhosa,
Que te escorria pela voz,
Esses teus olhos tão negros,
Tão meigos?

A tua mão na minha,
A tua mão
Na minha cintura,
O teu corpo bem junto do meu?

O que foi que nos aconteceu?

Por ti aprendi a escrever sonetos
Tecidos com uma mestria infantil,
Alimentados apenas pela felicidade absolutamente indescritível
Que tu me fazias sentir.

O sangue a fervilhar nas veias
Não de excitação,
Mas de alegria.

O sorriso que da minha face não saía.

Aguardar-te
Sereno e seguro,
Com uma sagacidade sedutora
Que eu jamais conheci.

Hoje não queria falar de ti,
Voltar a ti,
Voltar aqui.

Hoje parti
E percebi
Que somos sempre
Uma única parte
Numa equação fatalmente irrepetível.

Leva-me contigo no coração.

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