O teu não-cliché

agosto 07, 2015


Tenho as malas feitas.
Desta vez, levo apenas o essencial.
Aprendi, da forma mais difícil possível, que apenas o essencial me faz falta.
Poderia soar algo contraditório, algo fútil, algo infantil. Mas não. Não creio que seja infantil buscar a completude, a felicidade, a perfeição. (Muito menos fútil. Ou sequer contraditório.).
Não sei se hei-de levar comigo sonhos. Talvez vá apanhando um aqui e ali, mal chegue ao meu destino.
Desta vez, não quero viver de porquês, de quase-sorrisos, de quase-amores.
Não quero chegar quase ao topo,  quase à meta, quase ao teu coração.
Desta vez, quero ser protagonista da minha própria história, que eu fui esculpindo, com as minhas próprias mãos e as expectativas amadurecidas de menina doce que ainda hoje carrego no coração.
Não quero ser um cliché mas, caso um dia me venha a tornar num cliché, quero ser o melhor cliché alguma vez visto.
O mais feliz, o mais vivo, o mais intenso.



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