Rascunhos II

agosto 13, 2015


Imaginei-me a percorrer os caminhos da imensidão contigo, a explorar vales, a contemplar colinas, rios e flores.
Imaginei-nos a sentir os odores, a trocar carícias.
Os beijos que vi eram nossos. As mãos, as nossas mãos. O amor... bem, nada se compara ao nosso amor.
Entendo agora que o amor tem muitas formas.
A memória de uma infância feliz, já meio adormecida, invadiu-me os pensamentos. Entrou sem pedir licença e apoderou-se de mim até as lágrimas ameaçarem começar a cair. Senti um misto de felicidade e tristeza.
Quis tanto, mas tanto partilhar isto contigo.
Senti que conseguirias compreender, como eu, que os vales nunca são só vales, nem as colinas apenas colinas, que há muito por detrás dos rostos e das palavras... Oh, as palavras, nunca serão só palavras. E, ainda que sejam palavras, nunca são as palavras que são, mas sim as palavras que o coração expulsou.
Quis que estivesses e sentisses. Queria que o sentisses comigo.
Não há palavras, no mundo inteiro, capazes de exprimir quanta vida existiu em mim naqueles momentos.


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