No sense

setembro 04, 2015

Que se lixem os sonhos.
Há sempre um dia, nas nossas vidas, em que percebemos que os castelos no ar são apenas isso: esboços, desejos, aspirações. 
Que nem sempre os beijos mais quentes nos trazem o aconchego de que precisamos.
Que precisar não é bom, mas que, por vezes, é inevitável.
Que se lixem os sonhos, os amores de novela, os hollywoodescos também.
Que se lixe a perfeição, ainda que perfeitamente imperfeita.
Que se lixem os príncipes. Os médicos, advogados, CEOs.
Que se lixem os corpos esculpidos, os sorrisos doces, os atrevidos e os olhares que pedem mais.
No final apenas nos recordamos de uma coisa:

“Respirar só vale a pena por haver momentos em que perdemos a respiração.
Respira. Fifinha Proust respira pouco. Mas está muito viva. 

A vida não se mede em respirações. A vida mede-se em faltas de respiração."
"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas


O coração saltou uma batida. Não me faltou o ar.
Quis sorrir.
Quis chorar.
Lar.

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