Carta aberta

maio 11, 2016



Tenho saudades tuas, do teu olhar, do teu sorriso.
Recordas-te de quando o teu sorriso era "a minha coisa favorita"?
Tenho saudades de te ter, mesmo sem nunca te ter tido. Nunca foste meu e eu talvez nunca tenha sido verdadeiramente tua.
Hoje reconheço: eu nunca amei na vida.
(Que digo eu?)
Mas e se eu não sei amar?
Que sensações indizíveis eram aquelas?
Que sentimento tolo era aquele?
Que felicidade inexplicável era aquela que me enchia o peito?
Eu transbordava de amor por ti e não tenho vergonha de o dizer.
Amei-te mesmo antes de te ter conhecido.
Quis-te sem porquês, sem mas, sem ses. Quis-te apenas. Tu, na tua essência. E eu nesta minha loucura, nesta minha paixão, com este meu coração revolto.
A verdade é que escrevi para ti as mais lindas e sinceras palavras de amor e queria tanto que as lesses e que as sentisses como eu as senti, numa ânsia ingénua de que sentisses por mim o que eu senti por ti.
Quebraste-me o coração e, mesmo assim, eu hoje sinto e escrevo e amo.
Hoje sento-me e escrevo o que me vai no coração.
Outrora encontrei em ti as forças de que necessitava, mas, hoje, sei que preciso encontra-las em mim.
Ainda assim, gosto de gostar de ti desta forma inocente, carente e ingénua. Desta forma agora desprendida e despretensiosa.

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