Rapaz selvagem

maio 14, 2016


Rapaz selvagem,
Nato sedutor
De trajes vagos,
Sinto saudade das tuas palavras
Cruas,
Indecentes,
Nuas.

Sinto saudade das horas
Que eram apenas tuas,
Do fascínio
Surreal
Que por ti se fez nascer.

Rapaz selvagem
Desta vez
Não (te) quero perder.

Rapaz selvagem,
Minha quimera mais pura
Se o Amor foi doença
Tu foste a minha cura.

Rapaz selvagem,
Aprendi a amar a espera
Quase tanto quanto a presença
Tão efémera
Com que me brindas.

Sinto saudade
De te aguardar
E de me dares guarida.

Rapaz selvagem
Serei eu
O Amor da tua vida?

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