My Lifesaver

novembro 30, 2016

Um dia, escrevi aqui sobre a minha nova Faculdade e sobre o facto de eu sentir que sempre deveria ter lá estado. Não, não mudei de ideias. Continuo a sentir que lhe pertenço, que sou parte daquele Universo ainda místico ou misterioso para mim, mas que me traz um conforto e uma paz de espírito ímpares.
Mas não estaria a ser justa se esquecesse tudo o resto.
Foram 6 anos num local completamente novo e cujos recantos eu hoje conheço (praticamente todos, vá). Foram 6 anos de aprendizagem, de descoberta e de auto-descoberta acima de tudo. 6 anos a questionar, a colocar tudo em causa, a aprender, a reaprender, a avaliar e a repensar tudo, tudo! Mesmo aquelas coisas que eu tinha como certas. Foram 6 anos de crescimento, de luta diária, de de superação e de vitória. Foram 6 anos de uma capacidade tremenda que eu desconhecia ter dentro de mim. Foram (quase) 6 anos de uma paixão que foi a mais completa que eu já sentira em toda a minha vida, a mais intensa, a mais inesquecível. Foram 6 anos aos fim dos quais eu aprendi que aquela também era a minha casa (a minha segunda casa). É incrível sentir-mo-nos em casa num local que outrora nos era alheio!
Foram 6 anos a aprender com os melhores, na melhor Faculdade, com as melhores doutrinas, a melhor paisagem, o melhor pessoal auxiliar... Enfim.
Se foi perfeito? Não, nem poderia ser.
Se poderia ter sido melhor? Claro que sim.
Mas não posso esquecer nunca que aquele local, aquelas pessoas concretas, aquelas janelas, aquelas salas de aula, aqueles livros rasgados, aquelas cadeiras umas mais confortáveis que outras (!) contribuíram para que seja a pessoa que sou hoje e incutiram em mim a necessidade de lutar! Porque nada vem parar às nossas mãos sem que lutemos arduamente!
Por isso, obrigada.

E isto tudo surgiu porque foi lá que eu recuperei o meu fôlego, a minha vontade de viver, de lutar, de acordar para a vida e de aprender; a minha paixão pelo conhecimento, pela aprendizagem, pelo outro e pela sua diferença; os meus sonhos e objectivos; as minhas metas diárias. Foi lá que me recuperei e é por isso que sabe e saberá sempre tão bem regressar às minhas raízes. Podem não ser as raízes da criança que fui, mas são certamente as raízes da adulta em que me tornei.

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4 comentários

  1. São tempos para aproveitar ao máximo, tempos que não voltam!

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    1. Mesmo. Dá vontade de ficar "agarrada" a eles o máximo de tempo possível, mas n dá..

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