Where I Belong

fevereiro 10, 2017


Ainda não encontrei o meu lugar no mundo, não sei onde ou a quem pertenço. 
Não é com tristeza que o digo. É com o coração meio-cheio.
Tenho o coração meio-cheio com o carinho da minha família, com a atenção e alegria dos meus amigos, com o companheirismo e simpatia dos meus colegas e com a amabilidade daqueles com quem já tive o prazer de trabalhar.
Tenho um coração meio-cheio.
Tenho a minha praia, o meu café, a minha esplanada. Até tenho uma segunda casa e mesmo uma faculdade que me pertence - no coração, que é onde ela está bem.
Tenho uma bolinha peludinha de amor incondicional, que é o meu gatinho sempre terno e mimalho como só ele!
Tenho pessoas que me inspiram a tornar-me uma pessoa melhor de dia para dia.
Tenho um exemplo a seguir, ao nível pessoal e profissional, que me deu a maior força quando eu estava prestes a cair e, mal me largou a mão, só Deus sabe quão fundo eu caí.
Tenho até o carinho de pessoas que eu não queria de modo algum deixar entrar na minha vida.
Mas, ainda assim, tenho um coração meio-cheio.
Não é a minha metade que me falta.
É um soul place que me preencha por completo. Porque eu creio ter vários e assim acabo por não possuir verdadeiramente nenhum deles.
Não sei se este é o meu País, se são estas as minhas gentes. Não sei se o clima me faz bem à pele. Não sinto a doçura que sentia no ar, anos atrás. Não sinto a familiaridade das ruas velhinhas, das pessoas que se cruzam comigo. Não sinto que aqueles sejam mais os meus lugares.
Está na altura de mudar, de partir.
Não sei se necessito de uma viagem à séria, no sentido físico, ou de algo metafísico-espiritual. Eu opto sempre mais pela segunda.
Não me valerá de nada mudar de lugar, quando quem tem de mudar sou eu.
E sabem o que concluo disto tudo?
Quero mais vida. A minha vida não pode continuar assim, morninha e confortável, tal  e qual como se ainda fosse um neném, sempre debaixo das saias da mamãe. 
Mas como se muda toda uma forma de ser, toda uma linha de vida, todo um padrão comportamental que já está enraizado na nossa alma?
Vem de dentro, eu sei.

Vem mudança, vem.
Te aguardo.



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6 comentários

  1. Eu também já me senti assim, são fases da nossa vida, faz parte do nosso processo de crescimento pessoal mas tenho a certeza que vais encontrar a realização plena do teu ser. Fazer uma viagem pode ajudar. Iniciar uma actividade nova promovendo novas rotinas e horários também pode ser positivo.

    O mundo está lá fora à tua espera. Dá-lhe uma oportunidade de te fazer sorrir!

    Beijo

    http://sosweetgirlythings.blogspot.pt/

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    1. Muito obrigada pelas tuas palavras! Nossa, adorei! :)

      beijo *

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  2. Eu também me sinto assim às vezes, mas acho que faz parte querida!
    THE PINK ELEPHANT SHOE // INSTAGRAM //

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    1. Eu também acho que sim. Obrigada pela força*

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  3. Acho que se trata de um percurso de auto-conhecimento. Também me sinto assim... Talvez viver seja a chave, sentir tudo até ao exponencial, sorrir até não aguentar e não ficar parado no cómodo, no que parece certo só porque meio o mundo o acha certo. Talvez assim encontremos o que nos falta.

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    1. Acho que tens razão. É fácil cair no comodismo, mas não deveria ser opção. Vou seguir o teu conselho e tentar viver tudo mais intensamente. Bem, tudo não, as coisas boas *
      Obrigada :)

      beijinho

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