Reflexões

março 24, 2017

A verdade é o amor que percorre todo o teu corpo. De olhos vendados, esperas que apague o fogo que em ti acendi.
E eu deixo-te sofrer durante mais um pouco, apenas o suficiente para que me queiras mais e mais.
Suplicas. E eu ato-te as mãos. Prendo-tas. Impeço-te de me tocares.

A verdade, meu bem, é o amor que percorre o corpo nu sem ver ou tocar. A verdade são as almas que se entrelaçam bem antes de os corpos entrarem na mesma divisão.
Se procuras verdade, autenticidade ou algo verosímil em que possas depositar a esperança que ainda resta no teu coração, dedica-te a tudo o que não podes ver.

O essencial não é só invisível aos olhos. Está escondido da mente, guardado num lugar íntimo e profundo onde eu não sei se és capaz de chegar... comigo,
Eu já lá estive. E uma coisa te prometo, não quererás mais sair de lá.
Entras e a tua mente inunda-se de Paz e carinho. Transbordas auto-confiança. Quase morres de tesão.
Depois, sentes-te culpado por tudo aquilo ser tão intenso (ou não). Talvez não te sintas culpado.

Um dia a intensidade desvanece, como a luz dos nossos olhos, porém a sensação de Paz, serenidade e completude permanece sempre contigo. E tu jamais te contentas com menos do que isso.
Quem quer menos do que Amor?


Amor sem toque, sem voz, sem os traços de um rosto que começas a esquecer.
Um dia esqueces mesmo. Todos os traços e todas as letras malditas que escreveste por Amor. E, mesmo assim, queres-lhe bem, mesmo sem saberes porquê. Deixaste-te invadir, penetrar, domar.

Um dia tudo volta: a tesão volta, o queimar da pele volta, o frenesim pelo corpo inteiro... Volta o sorriso que já não reconhecias no teu rosto e tu percebes que...
Mesmo sem olhar
Só sem olhar
Apenas sem tocar
Podes amar outra vez.

Queres Amar outra vez?

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