Amar as letras

me
Olá, o meu nome é Felicidade. Amo a Vida como quem ama o Amor. E amo o Amor como quem ama Deus.
Fui "treinada" para assassinar as palavras. Tornei-me implacável. 
Romanticida.

Troquei o afecto por uma frieza arrogante que apenas me trouxe solidão. Da solidão fiz a minha independência. Da independência fiz um Inverno que eu logo incendiei.
Estou proibida de ter sentimentos. Digo, sou proibida, pois não os posso ter.
São, assim, os assassinos do Amor.

Desmonto-te, como se fosses um puzzle que alguém carinhosamente compôs. Só para estudar cada uma das peças semi-indecifráveis que te compõem.
Sou o vento e a luz.
A maresia e os relâmpagos.
A tempestade e as auroras boreais. Porque sou, mais do que sou, aquilo que eu quero ser.

Aprendi que na vida tudo depende. Excepto eu.
Eu não dependo. 
Eu torno dependente. 
Dependem de mim todas as letras moribundas às quais eu faço uma espécie de reanimação espirito-fundamental. É essencial encontrar o fundamento, os contrastes, os absurdos, e adoptar a posição que nunca ninguém adoptou.
Assim, assassino mil palavras para dar à luz uma só, e faço dela o meu mote e o meu mantra.

Assassino
Lenta e dolorosamente
Todo e qualquer amor pequenino, ameno e insípido. 
E das cinzas construo um Amor maior, mais resistente, resiliente e Imortal.
Mas eu não posso Amar! O Amor é-me proibido! E, somente por isso, eu Amo até mais não.

Olá, o meu nome é Sem-regras.
Não sigo o rebanho ou a escravidão da dormência sentimental em que caem os corpos nus.
Rasgo as palavras. Para que servem as palavras?!

Tento impor conteúdos através da beleza exótica de algo em que eu nem sequer acredito.
Sedutor?

Já nada me seduz! Estou farta. 
Quero que o Impossível viva em mim outra vez. E quero morrer.
Quero morrer, e saber que do outro lado tu me darás a mão.

Todas as palavras que te não disse
Foram beijos,
Da minha alma para a tua:
Incorpóreos,
Difíceis,
Irresistíveis.

O tempo

É, sem dúvida, muito mais fácil, quando sentimos que encontramos o céu e depressa nos estatelámos no chão.

O problema reside, na maioria das vezes, nesse tempo maldito, que é somente tempo. Esse, que nós criámos para dar corda ao relógio. O tempo e a invenção do tempo...

Por vezes, subimos degraus sem pressa de chegar, com um receio dessentido de não avançar nenhum deles. Queremos, muito mais do que chegar ao cume ilesos, dar passos seguros e eloquentes, que não nos permitam cair daí abaixo.

Ridículo pensar que quando se sobe devagar dói muito menos!
Não dói.
Chegámos ao topo, passado algum tempo, e demora. Demora até que nos habituemos a enxergar com toda aquela luminosidade.
E do nada, caímos.
Caímos e estatelámo-nos no chão. Outra vez. Prometemos que esta foi a derradeira. Porque doeu e foi demasiado.
Foi tudo demasiado.
Sem que, contudo, tivesse sido repentino.

O tempo e a magia do tempo, a quem não atribuímos... valor algum.

Não subo mais,
Não levito nunca mais,
Não vou degrau a degrau,
Pé ante pé,
Nem escalo montanhas e cumes  
Por ninguém.

Doeu demais.
E as lágrimas deixaram o pavimento
Eternamente escorregadio.

E eu, que não acreditava no Destino,
Estou sempre, irrevogavelmente,
Destinada a cair.

Tenho o coração esfolado,
E isso é apenas um eufemismo!
Um maldito, doente e trocista...
Eufemismo.
Nem sinto raiva.
Não sinto nada.
Estou dormente e dói-me o corpo todo.
A alma em sangue,
A mente pesada...
A cabeça descrente...

Dói.
Dói demais.

Make it stop,
Please!
Just-make-it-stop.

It hurts. More than ever.
More
And more...


So

Much

More.

Inocência

As palavras ecoavam na minha cabeça
E eu não encontrava uma forma
De compreender o seu sentido,
De despi-las da sua lógica tão intrínseca
E tão evidente,
Mas que me não cabia a mim assimilar.

Tentei memorizá-las,
Como se memorizasse um poema que,
Mais tarde,
Viria a debitar numa vulgar folha de papel.

Senti algo a inflamar-se dentro de mim.
Urge o impulso de me levantar
E descer as escadas,
Quase a galope,
Como quem corre para abraçar um Amor
Há muito não visto.

Peguei no cartão de débito 
E comecei a dirigir-me à caixa multibanco, 
Devagar
Muito devagar,
Nem sei bem porquê.

Vi-te, resplandecente,
Acompanhado de mais um dos teus amigos
Que eu julgava ser de circunstância.
Ambos belos,
Ambos senhores
Eloquentes, imponentes...
E belos.

Subi a escadas desorientada
E voltei a cruzar-me contigo no andar superior.
Desta vez, coloquei a minha pose mais sedutora,
Ergui o peito e enchi-o de ar e de coragem,
Levantei um pé e,
Depois,
Ergui o outro
Leve e sedutoramente.

Subi os degraus o mais devagar que consegui.

Envergava um vestido
Que mais parecia um camisolão,
E deixei...
Deixei que apreciasses cada centímetro das minhas coxas
Perfeitamente torneadas
À medida que eu subia aqueles degraus indecentes,
Devagar,
Mas tão devagar,
Como se o tempo ali tivesse parado.

Só para mim.

A transbordar!

Não existem palavras capazes de descrever a forma como o meu coração transborda de alegria quando percebo que tenho em meu redor pessoas boas, genuinamente boas. Que estão dispostas a dar: somente dar.
Quando menos se espera e sem que tenhamos feito algo para "merecer" ou "conquistar" isso, essas pessoas conquistam-nos com as suas atitudes.
E é isso que me faz acreditar na Humanidade; acreditar que ainda existem pessoas lindas; e são essas pessoas que me proporcionam, através dos seus "pequenos" grandes gestos, recordações felizes que eu levarei comigo vida fora, Mundo fora... quem sabe!
Obrigada, a todos os que me fazem transbordar de Amor e de Alegria. Obrigada! 💓

(À minha melhor amiga/conselheira sentimental/segunda mãe/"psicóloga" - pela paciência infinita, pela preocupação, pelo carinho e por me acolher no seio da família dela, quando eu mais precisei;

À minha grande amiga de infância, que cresceu comigo e que ainda me conhece melhor do que ninguém e me tenta sempre orientar para que faça melhores escolhas - as que são as melhores para mim e que me permitirão evoluir mais e, acima de tudo, evoluir de uma forma feliz;

Às minhas amigas de copos, confidências, de estudo, de tudo e mais alguma coisa, de quem eu morrooooo de saudades;

Às colegas lindas que se revelaram uma surpresa pela sua humildade e pela forma aberta e simples com que me acolheram. Um obrigada muito especial à que me introduziu o termo "paroleca", que eu  simplesmente, adorooooo;

Às minhas maninhas e à minha madrinha, pelos momentos de muito riso, companheirismo e também de lágrimas, não de tristeza, mas de emoção. Que belas noites de praxe passámos juntas!

À minha amiga mais recente, que é a minha tagarela favorita e a melhor companhia para qualquer programa; aquela que tem sempre, mas sempre, as melhores peripécias para contar e que, acima de tudo, se sabe rir delas... tanto ou mais do que eu xD;

Ao meu anjo da guarda, por estar sempre presente nos momentos de tristeza, de solidão ou quando a coragem me falhou. Por ter sido a maior motivação que tive na vida para superar todos os obstáculos e ser a melhor pessoa que eu conseguir ser. Tu sabes que um dia foste o meu Tudo! Ser-te-ei sempre, mas sempre, grata e nunca conseguirei retribuir tudo aquilo que fizeste por mim. Salvaste-me de mim. E isso não tem preço!

Aos amigos dele, por serem o mais queridos que poderiam ser e por me fazerem companhia;

Ao meu colega favorito, por ser quase tão "esquisito" quanto eu; pelo companheirismo, pela ajuda, pelas boas risadas, pela partilha e por não se chatear por eu o gozar tanto. Não vais ler isto, mas... eu gozo contigo porque no fundo gosto de ti, mio compagno! Vou tentar pegar leve, prometo!

À minha colega que acabou de me salvar a "vida" e a sanidade mental ao ajudar-me com a coisa mais stressante e mais importante que eu tenho em mãos neste momento;

À minha Orientadora por ser a melhor conselheira de sempre, por ser super amorosa e super acessível e por dar sempre as dicas que melhor me ajudarão. Obrigada pelo carinho e "amizade", com que no fundo, me trata;

À minha Professora favorita, pelas história partilhadas, pelo seu sentido de humor incrível, pelo seu à-vontade e, acima de tudo, por ter paciência para aturar as mil perguntas que lhe faço por aula, em especial as que começam com "Mas por que é que....";

Ao Professor Daniel Serrão, que espero que esteja no seu eterno e merecido descanso. Por ter marcado a minha vida de uma forma tão única e tão especial, pela sua genialidade, bem como pela sua enormíssima humanidade. E eu nem sequer tive a oportunidade de demonstrar lhe demonstrar isso. Pessoas, Pessoas Grandes, deveriam ser eternas!;

E a todos os "desconhecidos" que me brindam, quase diariamente, com gestos de simpatia e de gentileza.

Experimentar Viver

Em Outubro do ano passado, escrevi um post  sobre depressão - este, com o nome Faith (Fé).
Quem me conhece sabe que eu nunca aceito algo que me seja imposto. Como tal, também não aceitei o facto de ter depressão. Como é que seria possível - eu - ter depressão?
Volvidos 6 meses eu ainda não estou certa de ter compreendido o que se passou. Sei que não foi tão mau assim e que passei por muitas coisas pelas quais não deveria ter passado devido à sobre-medicação que me foi imposta.
Um dia, decidi que tinha chegado a altura de recuperar a minha vida: o que se segue não deve ser tomado como exemplo, porque apenas funcionou comigo porque eu sabia - com toda a certeza - que algo estava errado e que não necessitava de tomar tudo aquilo - o que veio a ser confirmado por uma médica muitíssimo mais competente.
Deixei de tomar dois dos três medicamentos que me tinham sido prescritos.
E voltei a viver.
É verdade! Recuperei o raciocínio, a memória, a capacidade intelectual em geral, a força, a vontade de viver. Tudo em mim renasceu! Não levou um dia. Levou uma semana. Em uma semana eu comecei a sentir que me tinha de volta. E toda a gente reparou nisso, só não sabiam o porquê de eu estar assim tão bem, quase feliz, de sorriso no rosto e solta como outrora eu fora.

Hoje, meio ano depois, fico contente por ouvir tantas, mas tantas vezes "quem te viu e quem te vê" e "tu estás tão bem", "olha-se para ti e vê-se que estás mesmo bem", "mais sorridente, mais simpática", etc - tudo isto vindo de um profissional de saúde qualificado e experiente.

A razão para estar a partilhar isto tudo... bem, na verdade existem duas razões.
A primeira é que - se Iemanjá quiser - terei a minha última consulta, antes do controlo, no mês que está prestes a começar. Pouco depois, se tudo correr bem, irei deixar o único antidepressivo que tomo - que é um medicamento super vulgar que os estudantes tomam apenas para ficarem mais relaxados e concentrados, mesmo aqueles que nunca passaram por um período depressivo. Se não fossem as enxaquecas que teimam em não me abandonar a título permanente, neste momento, já estaria a escrever-vos... livre de drogas (eu sou muito reticente no que toca a tomar medicação de qualquer espécie por isso sei que vou ficar muito melhor quando esse dia chegar).

A segunda razão prende-se com uma pergunta que o mesmo profissional de saúde me dirigiu: se eu sentia que tinha voltado a ser a pessoa que era antes de tudo isto.

E eu - um pouco receosa, o que veio a confirmar-se razoável dado o ar de preocupação dele - respondi:

-Não, não me considero a mesma pessoa.

Porque eu não sou - mesmo - a mesma pessoa que era há 1 ano ou até há 6 meses atrás.
Durante este período, aprendi o que era a aceitação, no que concerne a tudo aquilo que eu não consigo ou posso mudar; perdi 99% dos meus medos; perdi grande parte da vergonha, dos pudores, do medo de falar em público, de não ser aceite ou de não ter a aparência perfeita, apta a encaixar nos padrões elevados de qualidade estética dos locais que frequento.
Aprendi a ter Paz - montes de Paz! Paz, serenidade e tranquilidade. Não quero com isto dizer que toda eu sou imperturbável. Nada disso! Apenas aceito que a vida tem um ritmo próprio, que as coisas aconteceram como e quando deveriam acontecer e que, cada dia, me oferece aquilo que a vida tem para me oferecer. E que apenas eu posso melhorá-lo. E nem sempre isso é possível, mas está tudo bem, porque eu tento!
Aprendi a deixar as mágoas no passado. E ainda estou a tentar aprender a forma correcta de evitar que isso condicione a minha vida, no presente.
Aprendi a não me contentar com menos do que aquilo que eu mereço. Que se eu trabalho para ter algo, então eu espero serenamente que o resultado esperado chegue até mim; e, se ele não chegar, eu luto outra vez e outra vez e mais outra vez; até encontrar um sonho que seja maior do que esse.
Aprendi a expor a minha opinião - às vezes discordante ou somente peculiar - quando comparada com as dos outros. Tenho uma maneira de ser muito única e já não vejo "grandes" motivos para o esconder. Porque quem eu permito que me conheça, gosta de mim assim, com todas as minhas peculiaridades, tempestades e intensidades... minhas. Porque, no fundo, sabem que o meu lado de menininha mimada e teimosinha, também é o meu lado mais doce e feliz! E aceitam-me assim, desse jeito, sem tentar impor uma mudança abrupta de algo que eu não quero mudar... nunca! : a minha incapacidade de me resignar perante a infelicidade. E eu exijo muito! Eu quero muito! Mas eu também sei - querendo - dar muito, mas muito mais do que os outros me dão.
E isso foi o que mais mudou, em mim. Não quero saber, não tô nem aí... Quero dar. Quero dar-me ao Mundo e descobrir os encantos que ele tem para me oferecer.
Posto isto, tenho sonhos maiores (a concretizar no futuro), tenho planos dos quais eu prometo a mim própria não desistir nunca, por maior que seja a vontade de seguir o caminho mais fácil e tenho... Vida! Tenho Vida em mim, novamente. Tenho música, tenho vontade de escrever, tenho... vontade de me pôr bonita - só para mim e só porque sim! -, tenho vontade de ser sexy, independente, livre, solta, quase selvagem... Tenho vontade. Acima de tudo, tenho von-ta-de.
E se me dá vontade... eu vou e faço. Eu vou e descubro. Eu vou e vivo.

E isto, meus amores, isto... não é só recomeçar a viver. Isto é, pela primeira vez na vida, começar a assumir o controlo da minha vida - porque é isso que ela é: a minha única, irrepetível, efémera, mara-vilhosa, linda, por vezes calmaria, por vezes intensidade... esta é... a minha vida! E eu quero MUITO viver! Mais do que tudo... eu quero Viver. E quero
Sempre
Chegar ao fim do dia,
Bom ou não tão bom assim...
Com a certeza de que...
"Foda-se... eu senti o que vivi!". E amanhã há mais para sentir, para viver e para recomeçar.

Mio cuore

Serás sempre o meu lindinho, sabias?
Não importa se foi ela que te deu o nome.
O teu olhar é meu
E o meu coração será sempre teu.

Trocámos juras de amor em silêncio,
Clichês que só faziam sentido connosco.
Nós inventamos toda uma nova
Categoria de chichês,
Numa tentativa infantil de atribuir um nome
Àquilo que sentíamos.

Mas o Amor, 
Meu bem,
O Amor não se pode categorizar.

O Amor...
Terá sempre a forma dos teus lábios
As suas medidas perfeitamente
Encaixadas nas minhas.

Nós,
Que fomos frissons.
Les frissons...
Les frissons violente dans le ventre...

Et dans les jambes...
Des frissons dans tout le corps...


J'aime...

Frisson.

E la pace...
La pace...

Mio cuore.

Do Amor

Meu Amor,
A vida é somente uma
E,
Quer queiramos quer não
É demasiado curta 
Para vivermos todos os nossos sonhos.

Os nossos
Sonhos
Não cabem na palma da mão
Ou sequer
Numa caixa de Pandora
Lacrada a paixão.

Meu
Amor
"Volta pra mim
Porque és tudo o que eu quero
E preciso
E tenho
E quero".

E sabes,
"Aquilo que nós somos
Não precisa
De ser
Contado a ninguém".

Meu Amor,
"Vamos viver nossos sonhos"
À beira mar
Enquanto domas as ondas
E eu as letras.

Meu Amor,
Volta pra mim,
"Volta pra mim
Porque és tudo o que eu quero
E preciso
E tenho
E quero".

Meu Amor,
Sorri, meu Amor!

Sorri como daquela vez
Em que te olhei nos olhos
E redescobri tons
Que nem o céu conhece!
Como são lindos
Os teus olhos!

Sorri, Amor,
Que o teu sorriso 
É o alimento da minha alma.

Sorri 
Como se eu estivesse por perto
E tu quisesses mostrar-me,
Novamente,
Como o teu sorriso é tão feliz comigo.

Sorri,
Meu Amor,
E faz aquele jeito meigo
Com os teus lábios
Com a meiguice tatuada.

Sorri, meu Amor,
Sorri.

Sorri como se fôssemos eternos
Mas volta,
Volta como se fôssemos morrer amanhã.

Desaguar

Vou voltar
Ondas as ondas rebentam mais fortemente,
E o vento não afaga a face,
Antes nos rouba as roupas
Deixando o corpo a descoberto.

Vou voltar
E vou deixar que as curvas
Se prendam no vestido
Que se cola,
Em mim,
Por ti;
Fundindo-se na minha pele
Como a tua pele se fundia outrora na minha,

Sem nos tocarmos.

Vou voltar
De cabeça bem erguida,
Munida de uma semi-imunidade
Aberta, 
Super-humanidade,
Desperta.

Vou voltar.
Não levo o cabelo despenteado
Nem as roupas que não deixam antever
O que era teu.

Vou voltar
E não quero saber
A identidade dos teus amigos,
A dimensão da tua casa,
A posição que sustentas.

Vou,
Tão simplesmente,

Voltar.

Não levo os preconceitos comigo.
Sei
Que nas fendas rachadas da chávena que carrego
Se encontra a perfeição
De um diamante por lapidar.

Sei
Que são fendas
Que não são fundas
Ou imutáveis.

Sei que somos permeáveis,
Um ao outro,
Um no outro
Um sobre o outro.

Desta vez não quero ficar por cima.
Quero estar do teu lado
E segurar a tua taça de champanhe
Sempre que triunfares.

Não será o teu triunfo
Mas o nosso triunfo.
E os nossos triunfos,
Meu Amor,
Valem mais do que todos os tesouros do mundo juntos.

Meu Mundo,
Sei-te de cor...
Já dizia Paulo Gonzo
Nunca canção

Que do Amor
Não teve noção.
O Amor somos nós.

Meu vício: season 8 eps. 1 e 2

TVD
Hoje vi os dois primeiros episódios da Temporada 8 de The Vampire Diaries. Confesso que andava desiludida com a Temporada anterior.
Mas o segundo episódio foi mágico.
Começo a compreender o porquê de as pessoas shipparem tanto Bonenzo.
Morro de saudades de ver a Bonnie, a Caroline e a Elena juntas. Que amizade única e especial a delas!
E o pedido de casamento no final (Steroline)? Bem... Não estava nada à espera!!

Um início perfeito!

Tenham uma Boa Noite e aproveitem bem o Feriado ☺
Lembrem-se: Felicidade, Beleza, Pureza, acima de todas as coisas**

Sol

O corpo
Dói.
O Sol penetra a minha pele.


Sinto


Algo diferente que me corre nas veias
E se incendeia.

Os ritmos latinos
Acalmam o meu coração acelerado,
Ansioso,
Esperançoso,
Amoroso.

E a mente ondula...

A mente ondula,
Com os meus cabelos
Serenos,
Suaves,
Capazes,
A serem queimados pelo Sol.

A mente...

Onde estás?
Já só penso no teu beijo.

Vem daí
Rasga a tua roupa
E mata-me o desejo.

Vem
Que eu quero a tua boca na minha,
Esta tarde.

Deixe-mo-nos levar
Como o miúdo que dança na rua:
Livre,
Feliz,
Despreocupado.

Preocupa-mo-nos depois.
Pensamos 
Depois.
Deixamos tudo para 
Depois.
Que o desejo urge e inflama
E o depois
Não é de quem ama.

Harmonias




































Se o mar for o mesmo,
Se eu chorar memórias antigas,
Se a saudade for mais forte
Do que os imprevistos da vida,

Se as palavras se repetirem
E a distância nem sempre me cair bem,

Se eu me quiser fechar em mim,
Não estar,
Não falar,
Nem respirar,

Se eu evitar
As pedras em que já tropecei,
Se rejeitar
Os muros que já me viram chorar,
Não uma,
Mas todas as vezes
Em que eu por lá passei,

Se
Eu desejar uma ponte
Só para dela saltar,

Se eu me sentir asfixiar,

Se eu não quiser conhecer ninguém novo,

Se eu não quiser mudar,
Fingir
Ou deixar de ser,

Não julgues,
Que eu percebo
Ou percebi somente,
(Ainda com a alma descrente
E o coração
Muito mais quente),

Eu percebo
Mas preciso ser entendida,

Como se fosse uma estrofe sem sentido,
Uma narrativa sem ter nunca parágrafo ou ponto final,

Como se fosse sempre
Um ponto de escuridão no teu dia,
Ou um foco de luz
Numa noite sombria.

Preciso de um abraço.
E quero.
Quero prender-me em abraços,
Nos teus braços,
Com quaisquer laços,

Por isso,
Talvez seja mais simples
Ou pragmático
Ter o mesmo mar,
A mesma dor,
A mesma vontade de lutar
Numa luta que se arrasta
Ao mesmo tempo que nos destrói,
Constrói,
Reconstrói
E nos destrói outra vez.

Almas sem fé são assim.

Mas já alguém disse
Que de duas descrenças
Se não compõe
A mais perfeita fé?

Mar

Então, eu percebi.
Já não necessito da calma que o mar me proporciona.
Encontrei, dentro de mim, 
Toda a calma e serenidade que eu poderia desejar.

Hoje posso apenas desfrutar:
Das ondas 
Que se não querem turbulentas,
Do mar,
Que já não é um mar revolto,
Da Paz 
Que se não encontra
No azul-céu
No mar reflectido,
Nem nos surfistas que galgam as ondas.

Hoje,
Posso deixar-me cativar
Sem cair na necessidade
De precisar

De alguém para me encontrar.

Sou

Onde estou.

Sintonia

Ainda me lembro
Do dia em que descobri a nossa estrela.
A noite já havia caído
Sobre os nossos telhados.

Lia palavras ocas
Sobre as coisas,
Tão repletas de significado.
Foi apenas quando me distraí
Que prestei atenção:

A nossa estrela!
Meu Amor,
Eu tinha encontrado a nossa estrela!

Era a mais distante
E a mais brilhante
De todo o Firmamento.

Sabes como a reconheci
Como nossa,
Tão nossa,
Eternamente nossa?

Por ser distante
E por ser brilhante.

Sempre fomos dois astros
Meio isolados do resto do Mundo.
Porque não havia Mundo,
Para além de nós.

E por ser brilhante,
Porque sempre soubémos
Que não éramos como todos os outros.

Nós brilhávamos mais!
Muito mais!
Rasgávamos o céu
De cada vez que fazíamos amor.

Oh, e os outros...
A inveja e o desdém dos outros...
Nunca nos disse nada.
Não a nós.
Que éramos tão cheios de nós,
E de um
E do outro
E de Amor.
Éramos tão cheios de Amor,
Tão intensos,
Transbordantes,
Tão inebriantes de Amor.

O café corría-nos nas veias
Mas era perdido o seu tempo.
Eu corría mais depressa
E tu devorávas-me com muito mais fulgor.

Corria em ti.
E tu em mim.
E juntos deslizávamos na pele um do outro.
Queimáva-mo-nos
E tudo quanto sentíamos
Era prazer.
O prazer de deixar a chama arder
Mais
E mais
E mais.
E mais um pouco...
Até mergulharmos de corpo e alma,
Num oceano de entrega, gemidos e suor.

E tudo o que o mar traz,
O mar leva.
Um dia levou-nos
O nosso Amor.

Knowledge

Eu sei,
Que se me queimares,
Eu renasço das cinzas
Só para te ter

Dentro de mim
Outra vez.

I woke up like this

Quero
Beijar os teus lábios azul-céu
E perder-me no reflexo
Carmesim dos teus olhos
Que gritam paixão
Entre cada um dos silêncios
Intencionalmente calculados.

Quero medir as curvas do teu corpo,
Descobri-las
E tacteá-las...
E depois... 
Quero esquecer.

No minuto seguinte,
Não quero recordar-me de nada.

Porque eu sei 
Que te percorrerei de novo.
Cada centímetro de pele,
Cada porção de tecido,
Cada célula tua,
Cada átomo teu...

Quero que os teus átomos 
Conheçam de cor os meus átomos.
Que as nossas palavras 
Se não sobreponham,
Antes se completem,
Como as notas desconcertantes 
De uma sinfonia 
Que os maiores músicos sempre almejaram compor.

Fracassados!
Nunca souberam 
Nada de amor!

Quero

Somente um beijo teu
Para matar a curiosidade
Desta alma
Que nada mais quer do que 
Entrelaçar-se na tua.

Um só beijo.
Pela eternidade dentro.

Não era para ser assim

Envelhecemos e nem fazemos amor.
Os olhos cansados não se fecham, porém, conseguimos já vislumbrar mais estrelinhas no céu.
É chegada a hora. Talvez não seja hoje, ou sequer amanhã, mas a partida é inevitável.
Já não sabemos o que fazer com o carinho que nos transborda. Entrega-mo-lo ao Destino? Deixamos a nossa Felicidade nas mãos da efemeridade?
Ou fecha-mo-nos dentro de nós, com o corpo em forma de concha, procurando evitar a fugacidade com a qual a Morte nos rouba tudo aquilo que amamos?

A Morte...
Esse motor da sede da vida que teima em deixar os vivos mais mortos que os próprios mortos. Deveríamos nascer com um guia que nos ensinasse a lidar com as perdas.
Ao invés de aulas sobre alimentação saudável, cidadania e sexualidade, deveriam ser ministradas aulas sobre a Morte, o Luto e a Perda.
E, acima de tudo, alguém deveria ensinar-nos como se vive depois de alguém.

"Como se vive... Depois de Ti?"
"Como se vive... Sem ti?"

Porque sem ti o meu depois já não fará o mesmo sentido (isto partindo do pressuposto de que ainda permanecerá algum sentido em estar-se vivo...) depois de partires.

Tudo isto para dizer, de uma forma que eu pensei ser a menos dolorosa, que a cada reencontro eu sinto a despedida mais próxima. Eu sinto a Morte a aproximar-se, cavalgando na sua direcção. E eu não quero nem posso perder mais duas estrelinhas, cuja luz já começa a ser tão ténue.
Eu não aguento outras despedidas; nem aguento não me despedir.
E se não houver tempo?
E se eu me acobardo e perco a coragem?
E se a vida me leva primeiro?
E se...?
E se...?
E se...?


Odeio "ses".
Eu não quero mais envelhecer. Não quero ter de contar os dias todos iguais.
Não quero que a dor seja o único motivo de conversa.
Não quero que as lágrimas me lavem a face todos os dias, mais do que uma vez.
Não quero deixar de fazer amor.
Não quero deixar de dar gargalhadas desajeitadas.
Não quero deixar de subir as escadas a correr.
Nem de correr em direcção à liberdade.

Eu quero ser para sempre livre. Corpo, mente, espírito e coração.
No entanto, quero um coração bem "atado" que sempre saiba onde é a sua casa, onde quer e pode sempre voltar.
Quero perder-me nessas ruas que conheço como se fossem minhas, apenas para me reencontrar vezes sem conta, 
Repetidamente, eternamente,

Mas não quero... não quero chorar de cada vez que as atravesso por saber que lá ficou um pedacinho do meu coração.

O que fazemos, quando o nosso lar, é o lar de todos aqueles que amamos?

Reflexões

Somos a geração esfomeada. Temos fome de conhecimento, de afectos, de contacto meramente carnal. Temos fome de experiências novas porque, na verdade, já quase experimentamos tudo quanto poderia ser experimentado. Colocamos o corpo em tudo. E o coração fica arrumado num qualquer canto recôndito dos nossos quartos.
Temos fome de afectos. Mas deixá-mo-la crescer e avolumar-se até que é chegado o dia em que ela nos devora. Deixamos de ser pessoas para ser fome. Unicamente fome.

Somos esfomeados sem nome, sem rosto, sem identidade ou sequer individualidade.
A privação conduz-nos rapidamente às fast emotions. Ao fast food, ao fast-and-easy-non-attached sex, fast people, fast friends, fast moments, fast knowledge. Everything comes and goes so horribly fast.

Somos, na verdade, a geração mais sozinha, apesar de mais conectada.
Somos a geração das aparências que viram máscaras e das máscaras que viram rostos.
Somos uma geração que luta para obter dinheiro e estabilidade. Mas que não deseja ter estabilidade!
Queremos luta, desafios, inquietude, inconstância. Queremos viajar e conhecer o Mundo, mas volvidos 10 minutos já não é ali que queremos estar.
Queremos visitar 30 Países antes dos 30. Queremos conhecer 300 a 3000 pessoas, mas nenhuma delas têm a chance de entrar e ficar.
Queremos um amor eterno que dure somente 15 dias. Sem casamentos ou com separação de bens e acordos pré-nupciais bem redigidos. São maiores os acordos, do que o Amor em si mesmo considerado. São maiores os números de convidados do que o número de vezes que dizemos "Eu Amo-te" sem a intenção de esfregar isso na cara de milhões de internautas, de um ex ciumento ou de uma família intrometida.

Não sei como chagamos aqui. Só sei que eu não me encaixo nesta Sociedade, neste rebanho homogéneo que já nem quer pensar, quanto mais deixa-se amar.
Queremos ser amados, sem dar nada em troca, porque é assim que deve ser. Mas não é.
Ditados não são para serem levados à letra.

Passamos o tempo todo esfomeados porque não sabemos matar a fome dos que nos rodeiam.
Pedir é fácil. Exigir ainda é mais.
Dar, será sempre a mais genuína e a mais difícil prova de Amor.

Entregar-mo-nos sem receios, termos e condições, sem contratos, sem filtros ou máscaras ainda é o desafio supremo.

Afinal, gostamos ou não de desafios?

"Amore mio, sono qui!"

Sonhos Cor de Rosa (Fai Bei Sogni/ Sweet Dreams)


Narra a história de um rapaz de 5 anos que perde a sua mãe, de quem era muito próximo.
São quase duas horas de momentos sombrios, rasgados por uma magia impossível de ser descrita, que atravessa o peito do espectador em cada uma das cenas singelas que contemplam a relação entre Massimo e Sua Madre.
Não restam dúvidas acerca da capacidade do cinema italiano, pelo menos neste caso, nos fazer experimentar todo um leque de sensações únicas e intensas.
Como se isso não bastasse, somos surpreendidos pela abordagem da coisificação do ser humano, bem como pelo mistério, meio sombrio, meio doce, que envolve toda a trama.
O final é uma surpresa em todos os aspectos. A humanização das personagens, da Madre em especial, é verdadeiramente apaixonante.

Pode ser (perturbadoramente) o melhor filme que já vi em toda a minha vida.

"Amore mio, sono qui! ...".
Uma prova de que a vida dá voltas e mais voltas, acabando por nos trazer de volta aquilo (ou melhor, quem) nos faz bem. O que inevitavelmente faz apelo à ideia de misticismo presente em I Origins.

Imdb: 6.8


Things I Lost in Fire

Emeli Sandé - Clown
Emeli Sandé - Read all about it
Emeli Sandé - My kind of love
Labrinth - Beneath Your Beautiful ft. Emeli Sandé
Rihanna - Diamonds
Rihanna - Stay ft. Mikky Ekko
BUSH : Letting The Cables Sleep
Taylor Swift - I Knew You Were Trouble
Alex clare - Too close to love you
Ana Carolina, Seu Jorge - É Isso Aí (The Blower's Daughter)
Damien Rice - The Blower's Daughter
Damien Rice - Cannonball 😢
Damien Rice - Volcano
Luan Santana - Amar não é Pecado
Michel Teló - Ai Se Eu Te Pego
Ricardo & João Fernando - Só saio com as Top
Jorge e Mateus - Eu Quero Só Você!
Gusttavo Lima - 60 segundos
Luan Santana - Te Vivo
Wiz Khalifa - Remember You ft. The Weeknd
The Roots - You Got Me ft. Erykah Badu
N.E.R.D. - Hypnotize U
Smoke City - Underwater Love
Frank Ocean – Thinkin Bout You
Sade - By Your Side
Aerosmith - Crazy
P!nk - Just Give Me A Reason ft. Nate Ruess
Justin Timberlake - Mirrors
The Lumineers - Ho Hey
The Lumineers - "Stubborn Love"
Usher - Let it burn
The Killers - Bones
The Killers - Mr. Brightside
The Killers - Somebody Told Me
Arctic Monkeys - Do I Wanna Know?
To be continued...

O peso de ser (")bom(")

Partimos muitas vezes da asserção (quase sempre errada) de que ser bom é uma bênção, uma vantagem; que acarreta benefícios e facilidades ao longo de toda a vida. Mentira!
Ser bom é, muitas vezes, prejudicial. Ser mediano, sem querer ofender com isto ninguém, é muito mais fácil.
Em criança ninguém presta muita atenção ao facto de seres estranho, introvertido ou mais atento ou focado nos pormenores do que as outras crianças. Ainda assim, tens brincadeiras diferentes, desprezas a violência e não te apraz gozar e humilhar os outros.
Um dia cresces, adquires responsabilidades e, tanto tu como os teus companheiros, começam a construir uma consciência, vulgo, uma auto-consciência, bem como uma consciência do outro, enquanto "pessoa".
Passas de "certinha" a "cabra" apenas porque tens melhores resultados do que os teus colegas. As humilhações são constantes. Riem-se na tua cara quando apresentas um trabalho apenas porque querem arrasar com o teu valor/empenho/moral/motivação. Tu não disseste, nem fizeste nada de errado. E não são disparates as palavras que te saem dos lábios. Ainda assim, és a chacota predilecta, somente porque os outros não suportam o teu sucesso.
Para piorar a situação, os professores destacam-te, porque, de alguma forma, apreciam o teu trabalho, a tua criatividade e empenho permanentes, a tua dedicação, bem como a disciplina e exactidão com que executas tudo aquilo quanto te propões fazer. Lês textos em voz alta. Merda! Textos sobre o amor, a humildade, a alma e a fé. Textos sobre humanidade e escravidão. E as pessoas gozam-te por isso: porque, no fundo, além de seres "bom", também és bom.
Podem virar-te a cara e cuspir insultos. No minuto seguinte correm para ti: pedem-te que os ajudes com os trabalhos de casa, vulgo, pedem para copiá-los; pedem-te ajuda nos testes de 5 em 5 seg; solicitam sempre os teus apontamentos sem hesitar; e, no entanto, volvidos outros 5 seg, viram-te a cara.
Um dia, és um vulto que passou e não ficou.
Um vulto que espezinharam; ou amaram. Mas que não ficou.
E tu não quiseste ficar. Tu não te impões.
Aprendeste a ficar no teu lugar e a encontrar um equilíbrio seguro entre o ser "bom" e o ser "medíocre". Atingiste finalmente a medianidade
Tu não queres ser bom. Muito menos mediano! Queres ser, antes e apenas, invisível. Tu sabes que ser "bom" acarreta um custo insuportável, então, limitas-te a ser imperceptível, quase vulgar, ainda que vulgar tenha sido algo que tu nunca foste.
À medida que os anos passam, sentes que a tua especialidade morreu em ti. A tua humanidade ficou adormecida e a luz que irradiavas fundiu em ti.
Os teus colegas não te suportam; suportam, pois! A troco de tantos e muitos favores.
A tua família impõe-te patamares sobrehumanos de excelência, ao mesmo tempo que te descrimina. Tu não podes ser bom. Ser bom é um risco, uma rebeldia, um acto de violência. Um assassinato frio da mediocridade. E a Sociedade não está preparada para lidar com isso. Não agora, não hoje, não aqui.
Olhas em redor e observas aqueles que ocupam o pódio que um dia também foi teu. No fundo, tu sabes que os admiras, mas não os invejas, porque sabes o peso que carregam nos ombros.
Pudera eu ter a descontracção que eles têm! Pudera eu deixar voar o meu nome, o meu rosto, as minhas letras; letras que percorrem mãos desconhecidas; ou malconhecidas, sem "ois" ou agradecimentos.
Pudera eu não me importar. 
E não me importo.
Mas eu não quero pertencer ao gueto que a Sociedade criou para aqueles que são "bons".
Esse gueto, é, na verdade, um clube especial e exclusivo. Tu não o escolhes, ele é que te escolhe a ti.
Para isso, basta...
Ser "bom" e, além disso, seres bom.

Isto é só um grão de areia do deserto de tudo aquilo quanto tenho a dizer acerca da palavra bullying.

O bullying atinge, sempre, os melhores.
Os "fracos" de coração mole; os "bons" sem pulso firme; os feios que são verdadeiras pinturas impressionistas por dentro; os gordos que de gordo só têm mesmo o coração - porque ele é grande - e ninguém quer ver o tamanho de um coração! 
Atinge os pobres que não são, de todo, pobres de espírito; atinge os "diferentes" que são especiais; atinge os artistas, os matemáticos, os escritores, os informáticos, os poetas, os biólogos; atinge os cantores de rua; os mendigos; os estrangeiros; os refugiados; os "negros"; as almas puras; os mais belos; os mais negros (deprimidos e oprimidos); os desorientados; os perdidos; os desencontrados...

Toca a todos. Porque um Mundo que é sempre e todo igual não está preparado para conviver com/ aceitar a diferença.

E, vistas as coisas por este prisma, ainda quererias ser diferente?
O que há de bom, em ser-se "bom"?

Nunca é o bom que ofusca; o bom é ofuscado antes mesmo de ter a oportunidade de brindar os outros com a Luz que irradia. 

Clássico dia de chuva






























Chuva, trovoada e dias que amanhecem cinzentos em Abril.
Parece que vou dizer "até já" às blusas soltas, aos tank tops e às sandálias;
e resgatar as camisolas, os casacos e os botins.

A chuva serena o meu espírito.

Será que as chuvas da Vida também nos trazem flores??

Philosophia.

"Tudo o que é real acontece no coração, e tudo o que não é real acontece na mente."

Osho

Mind Tricks

"A duração da vida é um fator irrelevante. O que marca a diferença é [...] a forma como vivemos".

Osho

Nunca atribuí grande valor à forma como vivo, mas tão-somente à forma como sinto a vida que existe: em mim e em redor de mim.
O segredo esteve, está e estará sempre no que sentimos, na intensidade dos sentimentos que acreditamos possuir, mas que, na verdade, nos possuem a nós.
A grande liberdade reside em deixar-mo-nos consumir.

Então, Osho terá razão: não vivo da melhor forma. Deixei-me adormecer e não consegui transcender os problemas que não são problemas e que eu não tenho de todo. Ainda assim, não vivo da melhor forma. Porque não me consumi ainda.
Sempre considerei que o meu maior medo era o medo de morrer. Hoje eu já não sei.
É verdade que quanto mais sabemos, mais desconhecemos? Não sei.

Apenas sei que não sou consumível e que tudo o que quero é deixar-me consumir.
Então,

Terei eu uma propensão para o Infinito?

Somos efémeros?

As luzes estão apagadas e já não há vida para além de mim e do brilhante ecrã do telemóvel que me não deixa raciocinar convenientemente.
Lembro-me de fragmentos de memórias há muito esquecidas. Pequenos momentos-tesouros que ficaram escondidos no meu coração e que agora vêm ao de cima.
Não me recordo do momento em que os perdi.
Era tão feliz outrora. Não imaginas como tudo era tão simples. As amizades fluíam. Éramos pequenas borboletas ainda livres à procura de um lugar onde fosse agradável pousar. Não existiam nunca momentos agridoces, de solidão ou de vazio. A vida fluía como a energia que trago lacrada no peito.
Sei que hoje sou feliz. Sou mais completa. Mas já não é aquela felicidade de menininha doce que sinto. É uma felicidade de moça-mulher independente, que aprendeu a envergar uma armadura anti-desilusão. Mas eu não gosto de armaduras. Nunca combinaram com os tons de liberdade da minha alma.
Mesmo protegida, sei que sou capaz de amar mais do que qualquer outra pessoa. Porque eu adoro mergulhar nas pessoas, não de cabeça, mas de coração. Os mergulhos de coração são os mergulhos mais deliciosos que podemos dar. Sinto uma saudade imensa de sentir a intensidade daquilo que não compreendo a percorrer-me as veias.
Quero mais, quero tudo! Quero Amor, tesão e vida eterna. Quero ser eterna em ti

'Um Amor Entre Dois Mundos'

Percebes que és uma romântica incurável quando não vês a maior parte do filme, adormeces a meio do final e acordas no preciso momento em que ao par romântico é dada uma chance para viver um amor eterno e ficas coladona no ecrã de sorriso nos lábios. 

Um Amor Entre Dois Mundos (Upside Down)

Imdb: 6.4
Starring: Jim Sturgess and Kirsten Dunst. 

Sinopse abaixo:

"Adam e Eden vivem em mundos separados por leis gravitacionais contrárias.

Desde que Adam e Eden se apaixonam na adolescência que a sua relação enfrenta incertezas colossais. O casal é separado não apenas pela classe social e por um sistema político determinado em mantê-los afastados, mas também por uma insólita condição planetária: eles vivem em mundos geminados com gravidades que os puxam em direções opostas - Adam no pobre e desolado mundo de baixo, Eden no rico mundo de cima. Este inocente mas ilícito romance tem um fim trágico quando os agentes das fronteiras apanham o casal e Eden sofre uma queda aparentemente fatal. Mas quando Adam descobre, dez anos depois, que Eden está viva e trabalha numa grande empresa cuja sede une os dois mundos, ele planeia uma perigosa missão para se infiltrar na empresa e no mundo de cima e reencontrar o seu grande amor."

Fonte: website da Rtp1

Ansiosa!!

A aguardar a notícia/resultado/feedback mais importante que eu poderia receber, neste momento, a nível profissional.
À medida que os dias passam, a sensação de que as notícias não serão boas torna-se mais presente. Estou preparada para o melhor e para o pior.
Ainda assim,
Não sei como vou reagir se vir o meu sonho cair por terra.



Torce por mim?


Fé. Fé. Fé. Fé. Fé. Fé.

This Is Us - Out of the ordinary ♡

Melhor episódio até agora!

Além do amor lindo que existe entre Kevin e Kate, do  carácter apaixonante, artístico e bondoso de William, ainda podemos acompanhar o crescimento exponencial da harmonia e do Amor desta família tão especial.
Mas que tradição tão linda e tão out of the ordinary!
O William vai deixar saudades.

Esta série tem-se revelado uma surpresa tão, mas tão boa! ☺

Episode Thirteen

Past, Prologue & What's to Come

O último da temporada 01.

Quase uma hora de absoluta ge-ni-a-li-da-de. E de uma vontade imensurável de passar à próxima temporada.
Tudo isso colapsa no último minuto do episódio. Mixed feelings.

Pegadas (Hoje que é Dia do Beijo :) )

Pegadas

Os beijos eram doces, ternos, molhados.
(Não, mais clichés não.
Deixem-se os beijos para depois).
O abraço era quente.
Que digo?
O abraço dele era o Mundo.
O Mundo inteiro num só abraço.
Sentia a forma ritmada como o coração dele acelerava,
O sorriso que escapava sem que ele o quisesse,
O brilho no olhar que exclamava "eu amo-te, tanto!"
Com uma convicção e uma vontade 
Que me surpreendiam a cada segundo.
Eu não sei.
Eu não sei nada da vida,
Nem do Amor.
Não sei se era pra ser assim.
Mas foi.
Hoje sei que o não teria sonhado doutra forma.

4/07/2014

'Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma'

Agradeço a dica, Maria do Mundo, do Sem pés nem cabeça... . Um texto lindíssimo de Joaquim Pessoa que, pela primeira vez em toda a minha existência, conseguiu exprimir aquilo que, para mim, é o Amor, com "A" grande ☺.


"Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar. 
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras. 
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. 
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu."

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

Metades.

"Nunca fui de meias palavras, meias verdades, meios amores, meia intensidade, ou tudo grita, tudo fala, tudo queima, tudo arde, ou tudo silencia, apaga, esfria, esse negócio de coisa morna não é comigo. A vida é fugaz, intensa, breve, sem tempo para o que vem pela metade.
Meu verbo é direto, conjuga todos os tempos na velocidade do raio, não preciso esconder-me em convenções sociais, só vou se quero, não crio raiz, não sou árvore, sou vento, vou para onde meu coração manda me transformo a cada segundo no que o tempo permite que eu seja, medo é algo que jamais fez parte de meu dicionário e nunca o fará, sou a tempestade cruzando a estrada com passos leves na sapatilha da bailarina.
Não sou de comer prato frio e nem pelas beiradas, o almoço dos dias é sempre um banquete, nele reside o que todos buscam, mas só os que têm alma liberta apreciam suas próprias garfadas, seus pequenos bocados da sabedoria diária que a vida propicia.
Se a tristeza, a desilusão, a decepção batem a minha porta? Sim batem, mas vou logo mandando embora, meu golpe é certeiro, manejo bem a espada que controla o coração e o cérebro, sentimentos que machucam ficam hospedados em minha casa só o tempo necessário para que eu mesma cresça, nem um minuto a mais.
Não sou de apego, sou de laços, ou esses vem bem amarrados ou se perdem na imensidão, porque o nó que segura a vela no mastro é seguro, caso não seja o barco na primeira tempestade se entrega ao naufrágio."


Anaiá Zaleski

Marés

Marés

Um dia apaixonar-me-ei por outro sorriso.
O sorriso virá da alma,
Escorrerá pelos olhos 
E repousará gentilmente no meu coração.
Um dia,
Todas as praias serão minhas (nossas)
E os areais serão cenário de paixão.
Não,
Paixão não.
Os areais serão amor, Amor.
E, as ondas...
As ondas serão eterna melodia
Ecoando pelo Mundo fora
Só para mostrar a toda a gente
Que quando é certo, é certo
E "até os ventos sopram a favor".
Um dia serei canção,
Seremos prosa
E versos
E melodia, os dois...
Um dia, também teremos uma estrela
Ou duas, 
Ou três.
E dois filhotes (quem sabe mais)
E três gatos...
Um dia,
Um dia nós seremos a poesia,
Os livros,
As cores.
Um dia...
Também se vive de amor, Amor.

3/07/2014

O que pensam?

"NÓS AMAMOS MULHERES MALUCAS

As equilibradas que me perdoem, mas maluquice é fundamental. Queremos mulheres a beira de um ataque de nervos. Mulheres que cantem bem alto o que querem e dancem sozinhas no meio da sala, girando na frente dos convidados do jantar, logo depois de pedir a eles que se retirem pois “o casal agora vai para o quarto”. Queremos mulheres que cuspam na nossa cara as inquietações, as vontades e não-vontades, a maluquice de sempre, porque mulher sem maluquice não é mulher, é um trofeu que você esquece no alto da estante.

Mulher tem que ser doida de pedra. Mulher que não enlouquece, não embarga a voz, não lacrimeja porque a quiche não ficou boa, o bolo solou, o esmalte borrou. Essa a gente prefere olhar de longe, desconfiado. Aí tem coisa muito errada. Mulher que não soluça em novela mexicana? Mulher madura, calma? Não, essa não. A gente ama é um dramalhão.

Se elas não saem do sério a gente não se sai bem no amor. A patricinha montada e sonsa nos cansa e a perfeita elegância das modelos longilínias e impecáveis nos entedia. Queremos unha quebrada. Grito assustado no meio da noite. Abraço com lágrimas de “cuida-de-mim”. Queremos dizer “não foi nada” quando elas ralarem a lanterna traseira do carro no pilar da garagem.

Quanto mais louca mais linda, mais apaixonante. A fragilidade emocional da mulher não edifica uma pseudo-superioridade masculina. Essa fragilidade pode ser o combustível da ternura, do afeto. Podemos até admirar mulheres duronas, equilibradas, constantes. Mas o que nos deixa desnorteados, patetas apaixonados, bobos mesmo, é a mulher maluca. Só a mulher maluca é capaz de fazer gato e sapato da nossa vida.

Por isso eu adoro Mabel, a personagem adorável do filme “Uma Mulher sob Influência”, de John Cassavets. Ela é só um exemplo de mulher amada intensamente por ser exatamente o que é – apaixonantemente maluca."

Thiago Lira, in Ela e ele 

Perfect High

Perfect High

A história centra-se na personagem Amanda, uma adolescente que adorava dançar (uma excelente prestação de Bella Thorn btw).
Em virtude de uma lesão no joelho, Amanda começa a tomar analgésicos. Perturbada pelo facto de não conseguir dançar e magoada por as colegas começarem a colocá-la de parte, Amanda aumenta gradualmente a dose de analgésicos, persistindo arduamente nos treinos, apesar de toda a dor que sentia. 
A sua vida começa a fugir dos trilhos. Tudo escapa ao seu controlo.
Amanda para de dançar, os seus amigos mudam, e Amanda vê-se a deslizar vertiginosamente em direcção ao mundo das drogas pesadas.
A certa altura, a sua única preocupação é somente consumir. Amanda e os amigos não olham a meios para obter doses cada vez maiores, drogas cada vez mais fortes.
Até ao momento em que sofrem um confronto com a inevitável realidade.

Imdb: 6.3

Foi transmitido ontem, na Fox Life. Próxima transmissão: quinta-feira, 13 de Abril, às 18h55.

Sinopse:


Inspirado numa história verídica. Uma bailarina adolescente começa a usar analgésicos após uma lesão no joelho, que a deixa sem poder dançar. Sentindo-se isolada, é adoptada por um grupo popular, acabando por partilhar os medicamentos, ter festas de consumo dos mesmos e apaixonando-se pela primeira vez. Mas quando as suas receitas acabam, o grupo opta por comprar comprimidos, acabando por descobrir que as suas vidas nunca mais serão as mesmas, pois o seu dealer, um colega de turma, lhes tinha estado a vender heroína disfarçada de analgésico mexicano.