Desaguar

abril 25, 2017

Vou voltar
Ondas as ondas rebentam mais fortemente,
E o vento não afaga a face,
Antes nos rouba as roupas
Deixando o corpo a descoberto.

Vou voltar
E vou deixar que as curvas
Se prendam no vestido
Que se cola,
Em mim,
Por ti;
Fundindo-se na minha pele
Como a tua pele se fundia outrora na minha,

Sem nos tocarmos.

Vou voltar
De cabeça bem erguida,
Munida de uma semi-imunidade
Aberta, 
Super-humanidade,
Desperta.

Vou voltar.
Não levo o cabelo despenteado
Nem as roupas que não deixam antever
O que era teu.

Vou voltar
E não quero saber
A identidade dos teus amigos,
A dimensão da tua casa,
A posição que sustentas.

Vou,
Tão simplesmente,

Voltar.

Não levo os preconceitos comigo.
Sei
Que nas fendas rachadas da chávena que carrego
Se encontra a perfeição
De um diamante por lapidar.

Sei
Que são fendas
Que não são fundas
Ou imutáveis.

Sei que somos permeáveis,
Um ao outro,
Um no outro
Um sobre o outro.

Desta vez não quero ficar por cima.
Quero estar do teu lado
E segurar a tua taça de champanhe
Sempre que triunfares.

Não será o teu triunfo
Mas o nosso triunfo.
E os nossos triunfos,
Meu Amor,
Valem mais do que todos os tesouros do mundo juntos.

Meu Mundo,
Sei-te de cor...
Já dizia Paulo Gonzo
Nunca canção

Que do Amor
Não teve noção.
O Amor somos nós.

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4 comentários

  1. Respostas
    1. Obrigada pelo elogio! Nem imagina como me fez feliz ler isso :)

      Obrigada! :)

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  2. Conheci agora este blogue e gostei tanto do que por aqui li, transparece amor e leveza da alma.
    O "Desaguar" está magnífico!

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    Respostas
    1. Muito muito obrigada. Ler as tuas palavras encheu-me o coração de alegria!
      Obrigada mesmo!

      :)

      És sempre bem vinda, querida!

      beijinhos

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