Aquele caminho

maio 18, 2017

Era sempre Domingo
E mil os afazeres.
Domingos...
Corria para casa
Na esperança de me veres.

Os meus dedos procuravam-te,
Percorriam-te
Mas eu não achava forma de te tocar.

Estavas sempre
À distância de um olhar
E eu somente te tocava
Quando te não conseguia tocar.

Foste perfeito em tudo,
Na proximidade perfeitamente cuidada,
No mistério que se revelava,
No silêncio que nos aproximava
E nas ausências
Em que eu mais te amava.

Deste-me tempo e espaço,
Espaço e tempo,
Tal e qual eu precisava.
E, assim, o Amor voltava.
Soubeste-me ler o invisível
Aos teus olhos cor de mel.

Era sempre Domingo,
A vida corria e passava por mim
Porque nada mais importava
Do que a Segunda:
A primeira da Segunda.

E o teu silêncio beijava,
O teu corpo escutava,
A tua mente ondulava,
A tristeza já não era tua,
Nem minha.

A mente ondulava
E o coração sossegava cantando.
Sussurrava-te 'Amor' ao ouvido,
Sussuravas-me calor, com carinho,

E, foi de carinho em carinho,
De calor em calor,
De presença em ausência
E de ausência
Em presença mais forte, decidida,
Consentida,
Que te fiz Meu Amor.

Quero-te por inteiro,
Tal como és.
Quero-te com todas as tuas imperfeições
Que em ti são ornamentos,

Quero-te
Com a vontade de ficar
E nunca mais partir
Sem contigo te levar.

Basta de metáforas,
De eufemismos,
De receios,
Ou pessimismos!

Volta,
Que no coração te carrego
Como o mais belo dos príncipes.
Volta,
Que eu viro o Mundo todo do avesso,
Se preciso for,
Para merecer ser a tua princesa.

Volta,
Chama-me tua miúda,
Chama-me tua menina,
Chama-me!

Chama-me,
E vem!
Vem que somos eternos
E juntos paramos o tempo!

Volta,
Mas fica.
Porque quem ama fica,

"E Amar como eu Te Amo,
Só uma vez na vida"

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