Pede-me

maio 14, 2017

As tuas mãos nos meus cabelos

Não mexi um só músculo.
O vento fê-los deslizar
Por entre os teus dedos de amor.

Era como se perdesses 
A tua própria vida...
Aquela vida
Tão frágil e tão efémera
Que seguravas por entre os teus dedos,
Tão belos.

A minha respiração acelerava
À medida que a tua alma gritava por mim.

Principiou a chover,
E nós deixamo-nos inundar.
Permanecemos inertes
Enquanto os nossos espíritos
Se abraçavam
E bebiam o néctar da imortalidade
Que nos permitiria sermos eternos.
Num Amor só nosso,
Tão nosso...
Que jamais outro Humano seria capaz de compreender.

Nós não somos Humanos:
Somos deuses.
Desde o dia em que se cruzaram os nossos olhares,
Fomos deuses!

Fomos deuses
Que se amaram
E nunca mais deixariam de se amar.

Fomos o que somos,
Mas não somos o que fomos.
Hoje, somos mais.
Somos um
Que se fundiu 
E que pede para se multiplicar.

"És onde quero estar".

To the Love of my life*

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