Experimentar Viver

Em Outubro do ano passado, escrevi um post  sobre depressão - este, com o nome Faith (Fé).
Quem me conhece sabe que eu nunca aceito algo que me seja imposto. Como tal, também não aceitei o facto de ter depressão. Como é que seria possível - eu - ter depressão?
Volvidos 6 meses eu ainda não estou certa de ter compreendido o que se passou. Sei que não foi tão mau assim e que passei por muitas coisas pelas quais não deveria ter passado devido à sobre-medicação que me foi imposta.
Um dia, decidi que tinha chegado a altura de recuperar a minha vida: o que se segue não deve ser tomado como exemplo, porque apenas funcionou comigo porque eu sabia - com toda a certeza - que algo estava errado e que não necessitava de tomar tudo aquilo - o que veio a ser confirmado por uma médica muitíssimo mais competente.
Deixei de tomar dois dos três medicamentos que me tinham sido prescritos.
E voltei a viver.
É verdade! Recuperei o raciocínio, a memória, a capacidade intelectual em geral, a força, a vontade de viver. Tudo em mim renasceu! Não levou um dia. Levou uma semana. Em uma semana eu comecei a sentir que me tinha de volta. E toda a gente reparou nisso, só não sabiam o porquê de eu estar assim tão bem, quase feliz, de sorriso no rosto e solta como outrora eu fora.

Hoje, meio ano depois, fico contente por ouvir tantas, mas tantas vezes "quem te viu e quem te vê" e "tu estás tão bem", "olha-se para ti e vê-se que estás mesmo bem", "mais sorridente, mais simpática", etc - tudo isto vindo de um profissional de saúde qualificado e experiente.

A razão para estar a partilhar isto tudo... bem, na verdade existem duas razões.
A primeira é que - se Iemanjá quiser - terei a minha última consulta, antes do controlo, no mês que está prestes a começar. Pouco depois, se tudo correr bem, irei deixar o único antidepressivo que tomo - que é um medicamento super vulgar que os estudantes tomam apenas para ficarem mais relaxados e concentrados, mesmo aqueles que nunca passaram por um período depressivo. Se não fossem as enxaquecas que teimam em não me abandonar a título permanente, neste momento, já estaria a escrever-vos... livre de drogas (eu sou muito reticente no que toca a tomar medicação de qualquer espécie por isso sei que vou ficar muito melhor quando esse dia chegar).

A segunda razão prende-se com uma pergunta que o mesmo profissional de saúde me dirigiu: se eu sentia que tinha voltado a ser a pessoa que era antes de tudo isto.

E eu - um pouco receosa, o que veio a confirmar-se razoável dado o ar de preocupação dele - respondi:

-Não, não me considero a mesma pessoa.

Porque eu não sou - mesmo - a mesma pessoa que era há 1 ano ou até há 6 meses atrás.
Durante este período, aprendi o que era a aceitação, no que concerne a tudo aquilo que eu não consigo ou posso mudar; perdi 99% dos meus medos; perdi grande parte da vergonha, dos pudores, do medo de falar em público, de não ser aceite ou de não ter a aparência perfeita, apta a encaixar nos padrões elevados de qualidade estética dos locais que frequento.
Aprendi a ter Paz - montes de Paz! Paz, serenidade e tranquilidade. Não quero com isto dizer que toda eu sou imperturbável. Nada disso! Apenas aceito que a vida tem um ritmo próprio, que as coisas aconteceram como e quando deveriam acontecer e que, cada dia, me oferece aquilo que a vida tem para me oferecer. E que apenas eu posso melhorá-lo. E nem sempre isso é possível, mas está tudo bem, porque eu tento!
Aprendi a deixar as mágoas no passado. E ainda estou a tentar aprender a forma correcta de evitar que isso condicione a minha vida, no presente.
Aprendi a não me contentar com menos do que aquilo que eu mereço. Que se eu trabalho para ter algo, então eu espero serenamente que o resultado esperado chegue até mim; e, se ele não chegar, eu luto outra vez e outra vez e mais outra vez; até encontrar um sonho que seja maior do que esse.
Aprendi a expor a minha opinião - às vezes discordante ou somente peculiar - quando comparada com as dos outros. Tenho uma maneira de ser muito única e já não vejo "grandes" motivos para o esconder. Porque quem eu permito que me conheça, gosta de mim assim, com todas as minhas peculiaridades, tempestades e intensidades... minhas. Porque, no fundo, sabem que o meu lado de menininha mimada e teimosinha, também é o meu lado mais doce e feliz! E aceitam-me assim, desse jeito, sem tentar impor uma mudança abrupta de algo que eu não quero mudar... nunca! : a minha incapacidade de me resignar perante a infelicidade. E eu exijo muito! Eu quero muito! Mas eu também sei - querendo - dar muito, mas muito mais do que os outros me dão.
E isso foi o que mais mudou, em mim. Não quero saber, não tô nem aí... Quero dar. Quero dar-me ao Mundo e descobrir os encantos que ele tem para me oferecer.
Posto isto, tenho sonhos maiores (a concretizar no futuro), tenho planos dos quais eu prometo a mim própria não desistir nunca, por maior que seja a vontade de seguir o caminho mais fácil e tenho... Vida! Tenho Vida em mim, novamente. Tenho música, tenho vontade de escrever, tenho... vontade de me pôr bonita - só para mim e só porque sim! -, tenho vontade de ser sexy, independente, livre, solta, quase selvagem... Tenho vontade. Acima de tudo, tenho von-ta-de.
E se me dá vontade... eu vou e faço. Eu vou e descubro. Eu vou e vivo.

E isto, meus amores, isto... não é só recomeçar a viver. Isto é, pela primeira vez na vida, começar a assumir o controlo da minha vida - porque é isso que ela é: a minha única, irrepetível, efémera, mara-vilhosa, linda, por vezes calmaria, por vezes intensidade... esta é... a minha vida! E eu quero MUITO viver! Mais do que tudo... eu quero Viver. E quero
Sempre
Chegar ao fim do dia,
Bom ou não tão bom assim...
Com a certeza de que...
"Foda-se... eu senti o que vivi!". E amanhã há mais para sentir, para viver e para recomeçar.

Mio cuore

Serás sempre o meu lindinho, sabias?
Não importa se foi ela que te deu o nome.
O teu olhar é meu
E o meu coração será sempre teu.

Trocámos juras de amor em silêncio,
Clichês que só faziam sentido connosco.
Nós inventamos toda uma nova
Categoria de chichês,
Numa tentativa infantil de atribuir um nome
Àquilo que sentíamos.

Mas o Amor, 
Meu bem,
O Amor não se pode categorizar.

O Amor...
Terá sempre a forma dos teus lábios
As suas medidas perfeitamente
Encaixadas nas minhas.

Nós,
Que fomos frissons.
Les frissons...
Les frissons violente dans le ventre...

Et dans les jambes...
Des frissons dans tout le corps...


J'aime...

Frisson.

E la pace...
La pace...

Mio cuore.

Do Amor

Meu Amor,
A vida é somente uma
E,
Quer queiramos quer não
É demasiado curta 
Para vivermos todos os nossos sonhos.

Os nossos
Sonhos
Não cabem na palma da mão
Ou sequer
Numa caixa de Pandora
Lacrada a paixão.

Meu
Amor
"Volta pra mim
Porque és tudo o que eu quero
E preciso
E tenho
E quero".

E sabes,
"Aquilo que nós somos
Não precisa
De ser
Contado a ninguém".

Meu Amor,
"Vamos viver nossos sonhos"
À beira mar
Enquanto domas as ondas
E eu as letras.

Meu Amor,
Volta pra mim,
"Volta pra mim
Porque és tudo o que eu quero
E preciso
E tenho
E quero".

Meu Amor,
Sorri, meu Amor!

Sorri como daquela vez
Em que te olhei nos olhos
E redescobri tons
Que nem o céu conhece!
Como são lindos
Os teus olhos!

Sorri, Amor,
Que o teu sorriso 
É o alimento da minha alma.

Sorri 
Como se eu estivesse por perto
E tu quisesses mostrar-me,
Novamente,
Como o teu sorriso é tão feliz comigo.

Sorri,
Meu Amor,
E faz aquele jeito meigo
Com os teus lábios
Com a meiguice tatuada.

Sorri, meu Amor,
Sorri.

Sorri como se fôssemos eternos
Mas volta,
Volta como se fôssemos morrer amanhã.

Desaguar

Vou voltar
Ondas as ondas rebentam mais fortemente,
E o vento não afaga a face,
Antes nos rouba as roupas
Deixando o corpo a descoberto.

Vou voltar
E vou deixar que as curvas
Se prendam no vestido
Que se cola,
Em mim,
Por ti;
Fundindo-se na minha pele
Como a tua pele se fundia outrora na minha,

Sem nos tocarmos.

Vou voltar
De cabeça bem erguida,
Munida de uma semi-imunidade
Aberta, 
Super-humanidade,
Desperta.

Vou voltar.
Não levo o cabelo despenteado
Nem as roupas que não deixam antever
O que era teu.

Vou voltar
E não quero saber
A identidade dos teus amigos,
A dimensão da tua casa,
A posição que sustentas.

Vou,
Tão simplesmente,

Voltar.

Não levo os preconceitos comigo.
Sei
Que nas fendas rachadas da chávena que carrego
Se encontra a perfeição
De um diamante por lapidar.

Sei
Que são fendas
Que não são fundas
Ou imutáveis.

Sei que somos permeáveis,
Um ao outro,
Um no outro
Um sobre o outro.

Desta vez não quero ficar por cima.
Quero estar do teu lado
E segurar a tua taça de champanhe
Sempre que triunfares.

Não será o teu triunfo
Mas o nosso triunfo.
E os nossos triunfos,
Meu Amor,
Valem mais do que todos os tesouros do mundo juntos.

Meu Mundo,
Sei-te de cor...
Já dizia Paulo Gonzo
Nunca canção

Que do Amor
Não teve noção.
O Amor somos nós.

Meu vício: season 8 eps. 1 e 2

TVD
Hoje vi os dois primeiros episódios da Temporada 8 de The Vampire Diaries. Confesso que andava desiludida com a Temporada anterior.
Mas o segundo episódio foi mágico.
Começo a compreender o porquê de as pessoas shipparem tanto Bonenzo.
Morro de saudades de ver a Bonnie, a Caroline e a Elena juntas. Que amizade única e especial a delas!
E o pedido de casamento no final (Steroline)? Bem... Não estava nada à espera!!

Um início perfeito!

Tenham uma Boa Noite e aproveitem bem o Feriado ☺
Lembrem-se: Felicidade, Beleza, Pureza, acima de todas as coisas**

Sol

O corpo
Dói.
O Sol penetra a minha pele.


Sinto


Algo diferente que me corre nas veias
E se incendeia.

Os ritmos latinos
Acalmam o meu coração acelerado,
Ansioso,
Esperançoso,
Amoroso.

E a mente ondula...

A mente ondula,
Com os meus cabelos
Serenos,
Suaves,
Capazes,
A serem queimados pelo Sol.

A mente...

Onde estás?
Já só penso no teu beijo.

Vem daí
Rasga a tua roupa
E mata-me o desejo.

Vem
Que eu quero a tua boca na minha,
Esta tarde.

Deixe-mo-nos levar
Como o miúdo que dança na rua:
Livre,
Feliz,
Despreocupado.

Preocupa-mo-nos depois.
Pensamos 
Depois.
Deixamos tudo para 
Depois.
Que o desejo urge e inflama
E o depois
Não é de quem ama.

Harmonias




































Se o mar for o mesmo,
Se eu chorar memórias antigas,
Se a saudade for mais forte
Do que os imprevistos da vida,

Se as palavras se repetirem
E a distância nem sempre me cair bem,

Se eu me quiser fechar em mim,
Não estar,
Não falar,
Nem respirar,

Se eu evitar
As pedras em que já tropecei,
Se rejeitar
Os muros que já me viram chorar,
Não uma,
Mas todas as vezes
Em que eu por lá passei,

Se
Eu desejar uma ponte
Só para dela saltar,

Se eu me sentir asfixiar,

Se eu não quiser conhecer ninguém novo,

Se eu não quiser mudar,
Fingir
Ou deixar de ser,

Não julgues,
Que eu percebo
Ou percebi somente,
(Ainda com a alma descrente
E o coração
Muito mais quente),

Eu percebo
Mas preciso ser entendida,

Como se fosse uma estrofe sem sentido,
Uma narrativa sem ter nunca parágrafo ou ponto final,

Como se fosse sempre
Um ponto de escuridão no teu dia,
Ou um foco de luz
Numa noite sombria.

Preciso de um abraço.
E quero.
Quero prender-me em abraços,
Nos teus braços,
Com quaisquer laços,

Por isso,
Talvez seja mais simples
Ou pragmático
Ter o mesmo mar,
A mesma dor,
A mesma vontade de lutar
Numa luta que se arrasta
Ao mesmo tempo que nos destrói,
Constrói,
Reconstrói
E nos destrói outra vez.

Almas sem fé são assim.

Mas já alguém disse
Que de duas descrenças
Se não compõe
A mais perfeita fé?

Mar

Então, eu percebi.
Já não necessito da calma que o mar me proporciona.
Encontrei, dentro de mim, 
Toda a calma e serenidade que eu poderia desejar.

Hoje posso apenas desfrutar:
Das ondas 
Que se não querem turbulentas,
Do mar,
Que já não é um mar revolto,
Da Paz 
Que se não encontra
No azul-céu
No mar reflectido,
Nem nos surfistas que galgam as ondas.

Hoje,
Posso deixar-me cativar
Sem cair na necessidade
De precisar

De alguém para me encontrar.

Sou

Onde estou.

Sintonia

Ainda me lembro
Do dia em que descobri a nossa estrela.
A noite já havia caído
Sobre os nossos telhados.

Lia palavras ocas
Sobre as coisas,
Tão repletas de significado.
Foi apenas quando me distraí
Que prestei atenção:

A nossa estrela!
Meu Amor,
Eu tinha encontrado a nossa estrela!

Era a mais distante
E a mais brilhante
De todo o Firmamento.

Sabes como a reconheci
Como nossa,
Tão nossa,
Eternamente nossa?

Por ser distante
E por ser brilhante.

Sempre fomos dois astros
Meio isolados do resto do Mundo.
Porque não havia Mundo,
Para além de nós.

E por ser brilhante,
Porque sempre soubémos
Que não éramos como todos os outros.

Nós brilhávamos mais!
Muito mais!
Rasgávamos o céu
De cada vez que fazíamos amor.

Oh, e os outros...
A inveja e o desdém dos outros...
Nunca nos disse nada.
Não a nós.
Que éramos tão cheios de nós,
E de um
E do outro
E de Amor.
Éramos tão cheios de Amor,
Tão intensos,
Transbordantes,
Tão inebriantes de Amor.

O café corría-nos nas veias
Mas era perdido o seu tempo.
Eu corría mais depressa
E tu devorávas-me com muito mais fulgor.

Corria em ti.
E tu em mim.
E juntos deslizávamos na pele um do outro.
Queimáva-mo-nos
E tudo quanto sentíamos
Era prazer.
O prazer de deixar a chama arder
Mais
E mais
E mais.
E mais um pouco...
Até mergulharmos de corpo e alma,
Num oceano de entrega, gemidos e suor.

E tudo o que o mar traz,
O mar leva.
Um dia levou-nos
O nosso Amor.

Knowledge

Eu sei,
Que se me queimares,
Eu renasço das cinzas
Só para te ter

Dentro de mim
Outra vez.