Fingir que se é

me
Não sei fingir,
Ainda que o deseje
Ardentemente fugir
Desta realidade que me consome.

Apenas urgir;
Não sei senão sentir,
Não sei prender lágrimas em vão.

Não, não consigo fingir,
Apenas sentir
Com o coração.

Se, para mim,
A rima não faz sentido,
Estou fora de mim
Se a vou repetindo.

Talvez seja a dor
Ou a desilusão deste amor.

Armadilha e tentação.
Talvez seja arma,
Fogo ou canhão.
Que me desarma
Só nesta prisão.

Talvez nem seja nada,
Apenas imaginação.

Talvez seja tudo,
Espero que não.

(texto da minha autoria. Adaptado)

"Coisas de mulheres"

6 Motivos para não nos livrarmos de algo que já não usamos (válido para roupa, calçado, malas, acessórios em geral e bijuteria):

- Pode ser útil um dia: aquela mala de cor estranha que nem nós sabemos ao certo porque compramos poderá, quem sabe, um dia, ficar bem com um determinado outfit;

- Ainda está em bom estado / utilizamos poucas vezes: no entanto, habita o nosso roupeiro há meses (ou anos!!);

- É intemporal (sim, nunca passa de moda. Mas a moda passa e a atitude é a mesma: deixar a peça no armário);

- Tem valor sentimental (atenção a esta: uma coisa é falar de algo que nos foi oferecido por um ente querido já falecido, um familiar próximo ou uma amiga chegada; outra coisa diferente é guardarmos uma peça já "moribunda", prestes a "cair aos bocados" porque nos recorda um bom momento/ uma viagem inesquecível na qual a usámos/ qualquer coisa, momento ou fase que foi especial na nossa vida;

- Foi tão caro (pois foi! No entanto, o preço elevado nem sempre é sinónimo de qualidade/ utilidade ou sequer de bom gosto. Quase todos temos pelo menos uma peça que jurámos amar no momento em que comprámos e depois nunca usámos, certo?);

- "Fica-me tão bem" (a minha favorita. Existem peças que realmente favorecem o nosso corpo. Sucede que o tempo passa e já as usámos tantas tantas vezes que, entretanto, a peça cresceu, esticou, as mangas cobrem-nos os dedos, os borbotos já parecem feitio and son on...).


Nota: Este texto não tem como objectivo fazer juízos de valor acerca de quem quer que seja.

Agora é a minha vez de colocar a questão:


Como se livram destes objectos? Quais os motivos pró-mudança (vulgo: lixo, doação para a caridade, reutilização...)? Como passar de uma alma quase-acumuladora a alguém desprendido dos bens materiais e de toda a ostentação inerente a eles (sem cair no extremo)? Como nos livramos da sensação única de bem-estar-quase-realização-pessoal que sentimos quando adquirimos algo novo? Ou quando usamos algo novo?

Nooooooooooooooooooooo. I don't wanna be Carrie Bradshaw!

'The Right Girl'

The Right Girl

Kimberly é uma jovem mulher extremamente rica que, subitamente, é surpreendida pelo advogado da família que a informa que estão todos falidos. Kimberly nunca trabalhou e está habituada a uma vida repleta de luxo, pelo que tenta "negociar" com o advogado, mas este oferece-lhe somente 2.000 dólares para a ajudar a recompor a sua vida: encontrar trabalho, arrendar casa e sobreviver durante um mês inteiro com um salário bem inferior aos gastos semanais a que Kimmie estava acostumada. Além disso, Kimmie terá que viver com a sua mãe, a qual terá também um emprego e passará a pagar metade da renda de um pequeno T0 que as duas terão de partilhar.
Muitas peripécias sucederão a partir deste momento e Kimberly não voltará a ser a mesma mulher. Kimmie irá apaixonar-se verdadeiramente pela primeira vez. E isso, bem... já sabem o que isso faz à vida de uma mulher, não é?
Um filme que conta com um elenco fantástico, o qual inclui o actor australiano Costas Mandylor e a conhecida actriz Constance Marie (Regina Vasquez/ Regina Sorrento in Trocadas à Nascença (Switched at Birth).

Imdb: 6.7

(Transmitido na Foxlife. Ainda está disponível na vossa box ☺).

'In Memoriam'



In Memoriam (The Last Word)


Anne (interpretada pela fantástica Amanda Seyfried) é uma jovem jornalista que escreve obituários. Mas esses não são obituários comuns! Anne destaca as melhores qualidades do falecido, enaltecendo as suas virtudes e ocultando os seus defeitos, de forma a que cada pessoa seja recordada como única, especial e como alguém que deu o seu contributo para o Mundo - para um Mundo melhor.
Harriet (Shirley MacLaine) é uma mulher de negócios reformada e solitária que "aprecia" ter tudo sob o seu controlo. Todos os aspectos da sua vida, do seu negócio, etc. É Harriet quem diz aos outros o que e como devem pensar, mesmo quando é ela a colocar as questões! Decidida a controlar um último assunto, Harriet dirige-se ao local de trabalho de Anne e exige falar com ela. "Pede-lhe" que escreva o seu obituário... em vida!
No entanto, esta tarefa - tão rotineira para Anne - revela-se um verdadeiro desafio! As duas conseguem... bem, Harriet define as características essenciais de um bom obituário e inicia-se uma jornada com o intuito de... transformar a vida de Harriet numa vida notável, melhorar (e muito!) a sua reputação e, quem sabe, reconquistar o amor daqueles que passaram pela sua vida.
Será que Harriet ainda conseguirá virar a sua vida do avesso e reescrever sua a história, desta vez, com a preciosa ajuda de Anne e recorrendo aos "cenários", "personagens" e "histórias" correctos, no tempo correcto? Que sentimentos despontam quando resolvemos mudar a nossa vida... pouco antes de ela terminar?

O filme é verdadeiramente surpreendente! A Amanda Seyfried é incrível neste papel que não se coaduna muito com os que estou acostumada a ver serem interpretados por ela. Incrível! Acreditem que há muito mais para ver além do que contei nesta pequena sinopse. ☺

Imdb: 6.5

(Disponível nas salas de Cinema UCI)

O meu dia

Como eu queria que fosse:


passado na Praia, a sentir o Sol a queimar-me a pele, o cheiro de côco ou de alperce do protector solar que não protege, antes bronzeia mais, com idas regulares ao Mar, a minha música favorita a tocar, phones nos ouvidos, intercalados com momentos em que o único som seria o rebentar das ondas do Mar;


Como ele está a ser:

com um calor dos Infernos, a estudar a Tese de Mestrado; pelo menos jantei pizza, acompanhada de uma cerveja com coca-cola zero.

Sempre a ver o lado positivo da vida!

Vontade... de ser tua miúda

Era sempre Domingo
E mil os afazeres.
Domingos...
Corria para casa
Na esperança de me veres.

Os meus dedos procuravam-te,
Percorriam-te
Mas eu não achava forma de te tocar.

Estavas sempre
À distância de um olhar
E eu somente te tocava
Quando te não conseguia tocar.

Foste perfeito em tudo,
Na proximidade perfeitamente cuidada,
No mistério que se revelava,
No silêncio que nos aproximava
E nas ausências
Em que eu mais te amava.

Deste-me tempo e espaço,
Espaço e tempo,
Tal e qual eu precisava.
E, assim, o Amor voltava.
Soubeste-me ler o invisível
Aos teus olhos cor de mel.

Era sempre Domingo,
A vida corria e passava por mim
Porque nada mais importava
Do que a Segunda:
A primeira da Segunda.

E o teu silêncio beijava,
O teu corpo escutava,
A tua mente ondulava,
A tristeza já não era tua,
Nem minha.

A mente ondulava
E o coração sossegava cantando.
Sussurrava-te 'Amor' ao ouvido,
Sussuravas-me calor, com carinho,

E, foi de carinho em carinho,
De calor em calor,
De presença em ausência
E de ausência
Em presença mais forte, decidida,
Consentida,
Que te fiz Meu Amor.

Quero-te por inteiro,
Tal como és.
Quero-te com todas as tuas imperfeições
Que em ti são ornamentos,

Quero-te
Com a vontade de ficar
E nunca mais partir
Sem contigo te levar.

Basta de metáforas,
De eufemismos,
De receios,
Ou pessimismos!

Volta,
Que no coração te carrego
Como o mais belo dos príncipes.
Volta,
Que eu viro o Mundo todo do avesso,
Se preciso for,
Para merecer ser a tua princesa.

Volta,
Chama-me tua miúda,
Chama-me tua menina,
Chama-me!

Chama-me,
E vem!
Vem que somos eternos
E juntos paramos o tempo!

Volta,
Mas fica.
Porque quem ama fica,

"E Amar como eu Te Amo,
Só uma vez na vida"

Começa por um Sorriso

Começa por um sorriso,
Se não souberes o caminho.

Deixa-nos entrar,
Mais ou menos devagar,
Leva o teu tempo,
Deixa o que te dói curar.
Ou deixa doer,
Se preciso for.

Às vezes, é preciso que doa:
Que o coração doa
Que a alma doa
Que o corpo ameace fraquejar...
De repente és mais forte
E a mente voa.

A mente voa, meu bem!
A mente voa livre
E leva-te ao encontro
Não do que tu queres,
Mas do que tu precisas.

E o segredo, meu amor,
O segredo revelo-to já:
Não alcanças o que amas
Mas certamente amarás o que alcançares.

Simples assim.
Gosto desta expressão,
Serve tantos propósitos na vida
Simples!
Simples assim.

O Amor é simples,
As pessoas, bem,
As pessoas são mais ou menos simples.
Acima de tudo são belas,
Singelas,
Únicas.

Soam-te a cichés, as minhas palavras?
Que assim seja.
Um dia compreenderás que a vida,
A Vida
É composta por clichés.

Um dia acordarás e amarás cada um dos clichés
Que decoram as prateleiras da tua casa,
Os clichés que a tua noiva te dirá,
Até os clichés da tua família,
Que já te perguntará quando pretendem ter filhos.

Somos clichés!
Isso mesmo,
Clichés.
Mas quem é que disse que os clichés não podem ser belos?

É toda uma vida de clichés,
O que eu quero:
Ao teu lado.
Até isto é cliché:
Não quero mais ninguém!
Só te quero a ti.

Quero-te hoje,
Quero-te quando o teu cabelo for grisalho,
E quando a tua pele não for já tão lisinha.
Quero-te quando os nossos filhos forem bebés,
E quando eles tiverem os seus próprios bebés.

Quero-te
Feliz e saudável,
Não queremos todos?
Mas quero
Quero, do fundo do coração,
Ser Eu a ajudar-te,
Caso ocorra uma queda
Ou um desvio no caminho.
Deus queria que não haja!

Só ele sabe
(E no fundo tu também)
O quanto Te quero bem.

Quero-te Bem,
Melhor que Bem.
És tudo o que de belo existe em mim.

'Amor Acima de Tudo'







Amor Acima de Tudo (Everything, Everything)

Tudo o que posso dizer acerca deste filme é que é uma história de amor linda, mesmo linda e que não pára de nos surpreender até ao último minuto.
Maddy é uma rapariga de 17 anos com um problema ao nível do sistema imunológico, que a torna alérgica a quase tudo. Pelo que, praticamente qualquer coisa pode matá-la. Qualquer pessoa, peça de roupa, alimento não esterilizado previamente pode causar-lhe uma reacção alérgica capaz de a levar até à morte.
Durante a maior parte da sua vida, Maddie viveu fechada em casa, no seu próprio espaço, contactando com somente 3 pessoas. Maddie estuda em casa, lê, pensa, distrai-se com o computador... Mas sempre sente uma curiosidade crescente face ao Mundo exterior.
As imagens, as paredes envidraçadas não lhe bastam.
Um dia, um jovem chamado Olly muda-se para a casa ao lado. Olly tem a sua idade e Maddie sente-se intrigada e atraída por ele a partir do 1º momento em que o vê. 
O sentimento é mútuo.
E embora Olly não compreenda o motivo de Maddie nunca sair de casa, logo tenta contornar esse enorme obstáculo, de forma a estabelecer contacto com ela.
É o nascimento de uma linda história de amor.
Podem pensar que, uma vez que os protagonistas têm apenas 18 anos, se trata de mais um romance meio-infantil, ingénuo e certamente passageiro. Não é nada disso!
Ambos são muito maduros, fruto das circunstâncias difíceis das suas vidas e acabarão por crescer ainda mais... juntos!
Maddie arrisca tudo por Amor!
E as surpresas não acabam aqui!

Um filme a não perder, mesmo!!

Imdb: 6.2 

(disponível nas salas de Cinema UCI)

Gratidão

Ontem tive um dia feliz.
Muitas coisa não correram como eu queria ou como teria planeado, se pudesse fazê-lo.
Mas é tão bom chegar ao final do dia e sentir-me tão grata!