Sobre a luta

Não quero de todo ser contraditória em face do post anterior mas talvez alguns de vocês já tenham sentido isto, tal como eu.
Ás vezes temos noção do que é melhor para nós, melhor do que ninguém. Mas, por diversas circunstâncias, somos impedidos de seguir esse caminho.
Acontece que a vida dá voltas e mais voltas e chega um momento em que nos dão razão, em que admitem, meio-contrariados que aquele que escolhemos é, de facto, o melhor caminho.
E a minha pergunta/afirmação/desabafo é o seguinte...
Por vezes a vitória tarda tanto que, quando chega, o seu gosto já não é assim tão doce.

Já alguém sentiu isto?

Paixão sem retorno

Não vou tentar convencer-te das minhas virtudes, do afecto que (ainda) nutro por ti, da veracidade de cada uma das l e t r a s que escrevo e cujo destinatário eu bem tento camuflar, mas no fundo no fundo, és sempre tu. Não vou dizer que queria ser eu a viajar contigo, a dar-te a mão, a cobrir-te o rosto e o corpo todo de beijos, a passar a mão no teu cabelo porque com um ar rebelde ficas ainda mais giro. Não vou dizer mais que te acho querido e que talvez, apenas talvez, o teu sentido de humor encaixe na perfeição no meu cinismo. Não vou repetir que me trouxeste Paz, a minha tão aguardada Paz e que me devolveste o meu sorriso, tal como eu te pedi, no exacto momento em que eu mais precisava. Por ti fiz loucuras, mesmo sem tu saberes, mudei muito, pelo menos é o que eu acho, não faço ideia de como o Mundo me vê agora, depois de ti.
Ontem deitei-me a pensar nisto e imensas ideias me surgiram, me marcaram e logo se dissiparam. Acho que vou só escrever tudo quanto me ficou escrito no coração.
Eu não te quero mais.
Eu não necessito provar-te que sou uma princesa, a tua princesa, porque se tu quisesses, já o saberias agora. O problema é que eu acredito piamente que não preciso de provar nada a ninguém. Eu sou eu e quem quiser mesmo desvendar-me aproximar-se-á, ler-me-á nas entrelinhas, nas tantas palavras que eu não digo, nos olhares secretos que eu lanço e até mesmo nos silêncios tristes que eu não consigo conter.
Tu nunca me quiseste, nem como eu era, nem como eu me tornei quando mudei, por ti. Não, não por ti. Graças a ti.
Foste uma mudança bem-vinda, num momento de solidão que se converteu numa viragem na minha vida.
Mas, acima de tudo, foste o meu maior desgosto, a minha maior decepção, a mais dolorosa das minhas lágrimas. Mesmo que não o saibas, mesmo que o não tenhas querido, ou apesar de o teres querido, foste a minha memória mais dolorosa.
Hoje sinto-me presa a ti, a esta sensação de bem-querer e de bem-estar que só sinto ao pé de ti. Mas isso não é real, ainda que o sinta. Real é a dor que sinto todos os dias por saber que nada disto foi, é ou será assim.
Real é saber que o teu corpo será sempre doutro corpo, a tua alma, de outra alma, o teu coração, sabe lá deus de quantos corações. Sempre achei que eras rapaz para quebrar muitos corações. E, o meu maior erro, foi pensar que estava errada.

Sobremesa-milagre

Atenção: isto não é um blog de alimentação, saúde & bem-estar, still,  decidi partilhar uma pequena dica convosco.


Para aqueles que, como eu, vivem fazendo dieta, para as pessoas que são simplesmente saudáveis ou mesmo para aqueles que comem esta sobremesa apenas porque gostam, aqui vai:

Talvez muitos de vocês já conheçam esta sobremesa ou uma bem mais gostosa, mas esta é a minha sobremesa-milagre. 
Existe em diversos sabores e marcas (Pingo Doce, Condi, etc). É saborosa, docinha, apesar de não ter açúcar!, tem uma consistência óptima, satisfaz bastante e tem apenas 10 kcal. Ah, e é muito rápida de fazer, caso optem por comprá-la em pó!
Quem preferir a marca Condi pode sempre optar entre a versão light (8 kcal) e a versão adoçada com stevia (9 kcal). São super económicas também. Um pacote chega para 8-10 porções.

Enjoy! It's pleasure without any guilt!

ps: este post não tem qualquer  finalidade publicitária.

Desejem-me sorte...

Agora só me falta encontrar Amor.

Hoje começa uma nova fase da minha vida. 
Só espero gostar do que aí vem. Estou nervosa, com medo e com uma vontade enorme de fugir, mas sei que pode ser algo muito bom para mim.
Wish me luck*

X-mas!!


Este foi um ano muito difícil para mim, mas, apesar disso, posso dizer que foi um ano feliz
Pela primeira vez, estou verdadeiramente ansiosa pela chegada do Natal.
Dou por mim a escolher enfeites e mortinha de vontade de montar o pinheiro e começar a decorar a casa.

Seja qual for a nossa idade, o Natal é sempre uma época tão mágica!

Produto-milagre

Atenção: isto não é um blog de moda & beleza, still, sendo eu mulher, decidi partilhar uma pequena dica convosco.
Talvez muitas de vocês já conheçam este produto ou um bem melhor, mas este é o meu produto-milagre. Confesso que não sou muito adepta de maquilhagem, mas este revela-se imprescindível naqueles dias em que a pele decide não dar tréguas.

É super prático, muito baratinho, dá uma óptima cobertura, absorve a oleosidade natural da pele e, graças às suas propriedades anti-bacterianas, "seca" as borbulhas mais persistentes.
Mais informação aqui.
ps: este post não tem qualquer  finalidade publicitária.
E vocês, o que usam? 
Qual é o vosso produto-milagre?


Lost and found


Quero alguém com cheiro de arco-íris, que seja a minha brisa fresca neste Inverno. Alguém com quem possa enroscar-me no sofá a ver séries. Que faça o meu coração galopar, mas que seja dono da minha calma também. Quero a paz e o tumulto num corpo só. O mar calmo, intercalado pela turbulência das ondas que rebentam... Quero alguém que seja o meu rebentar das ondas, impetuoso e calmo, doce e audaz. Não quero que saiba elevar a voz. Quero-o apenas a sussurrar gentilmente ao meu ouvido. Quero eloquência, elegância e charme. Quero, sobretudo, que me desarme. 
Sei que pareço uma rosa com espinhos, mas mal ele sabe que por ele eu baixo a guarda, largo os medos, dispo os anseios, arrumo os fantasmas. Por ti, arrumo de vez com os fantasmas.
Por ti escrevo versos, não aqui, mas no teu corpo. Pinto quadras na tua alma. Invado-te o coração. Nunca tive medo de tomar corações. E não foram poucos os que eu tomei, sem querer, de assalto.
Mas tu, tu foste o primeiro corpo que eu desejei, a primeira pele que eu quis sentir na minha própria pele.
Tu, roubaste-me o coração e a alma, fizeste-me perder a cabeça. E a troco de quê?
Procuro alguém com cheiro de arco-íris, que seja a minha brisa renovada neste Inverno.
Não sei se será razoável procurar outro corpo, que não o teu corpo, se, no Inverno, tudo me faz lembrar um pouco, de ti.
Não sei o que procuro, aqui, na imensidão dos dias invariavelmente iguais. Mas sei onde encontrar mais.
Só não sei onde encontro mais, de ti.

A pessoa certa

Ás vezes dou por mim a pensar se existe uma pessoa certa para cada um de nós, como será essa pessoa, etc. Ou porque o assunto surge em conversa, ou porque vi um filme lamechas qualquer que abordava isso ou mesmo devido a algo que li num blog...
Sempre acreditei que existiria uma pessoa perfeita, não universalmente perfeita, mas perfeita para mim: o meu homem perfeito.
Hoje não sei. Sei que ainda não o conheci, não nos cruzamos na rua nem no café, nunca nos falámos, provavelmente nunca o vi sequer.
Mas será que existe um homem perfeito para cada uma de nós?
Ontem vi uma comédia romântica, muito engraçada by the way, e a mensagem final era a seguinte: sabemos que encontramos o amor quando somos nós próprios ao lado dessa pessoa.
Era um filme leve, que é o que mais apetece ver ao fim de um dia mais exaustivo, mas não deixou de ser certeiro: encontramos o amor quando somos nós próprios ao lado dessa pessoa. E, afirmar isto quer dizer que somos nós, mas numa versão melhor, mais feliz e, acima de tudo, numa versão nossa que é amada por completo, com todos os seus defeitos e imperfeições.
Tão simples assim.
Acho que nunca encontrei alguém que me fizesse sentir assim, e vocês?

Shiuuuu


Quero muito fazer uma tatuagem, mas morro de medo!
Já sei o que quero, como quero, onde quero e era algo super especial para mim...

Stuck in Love

Encalhado no Amor (Stuck in Love)

É a história de uma família, durante um ano muito atribulado, com todas as complexidades que o Amor acarreta. Cada uma das personagens vive o Amor de uma forma única.
É um filme que aborda o Amor de uma forma bastante realista. Uma espécie de "lufada de ar fresco" que nos renova a alma, quando esta está cansada do idealismo de Hollywood.
Imdb: 7.3

Nobody knows

Ninguém consegue compreender que, quando já estivemos do outro lado, só o facto de sermos respeitados num lugar qualquer já significa tanto para nós.
Ás vezes, não é necessário sermos felizes lá, apenas respeitados, tratados como gente, mesmo naqueles dias em que queríamos ter sobre nós uma espécie de manto de invisibilidade.

Se eu pudesse...



Se eu pudesse escolher um super poder qualquer, escolhia desligar a minha Humanidade.
Para não ter sentido quando:

vi o meu Amor com outra pessoa,
perdi o meu emprego de sonho, duas vezes,
a minha amiga ficou com o emprego que eu queria (não a invejo, mas custa-me não ter conseguido... faz-me sentir fracassada. Até porque sou muito melhor aluna do que ela),
a minha gatinha bebé morreu,
a minha avó se tentou suicidar,
o meu pai "nos mentiu",
perdi os amigos que tanto amava,
me fui abaixo por nunca ter tido Amor,
grande parte dos meus familiares se desentenderam e afastaram-se.
...
Mas foram os meus sentimentos que me tornaram na pessoa que eu sou hoje. E eu orgulho-me de mim assim. Quero mais vida, menos emoções.

E vocês?


My Envy Top Five

Inveja "da boa", claro está.

#1
Debra Messing

#2
Sophie Charlotte

#3
Kat Graham

#4
Taís Araújo

#5
Camilla Luddington

My Top Five Men

Porque hoje é sexta-feira e para aligeirar um pouco o ambiente...


#1
Ian Somerhalder

#2
Wentworth Miller

#3
Justin Hartley

#4
Douglas Booth

#5
Zac Efron

Boa Sexta-feira!


I wish you all the best*

Decidi escrever este post, ciente do risco de este blog começar a assemelhar-se a uma colectânea de fracassos, infelicidades ou infortúnios. Ainda assim, decidi fazê-lo, porque sim, porque gostaria de partilhar isto aqui e porque talvez, apenas talvez, isto ajude alguém a sentir-se melhor.
Fui vítima de bullying entre os 13 e os 16 anos. Tudo começou com ofensas tontas, escárnio, risinhos, nomes menos simpáticos, exclusão e boatos. Os boatos foram a pior parte, para mim. Habituei-me a conviver com isso, diariamente, durante 3 anos consecutivos. Não pensem que era só eu a "vítima". Não era. Era uma dinâmica, grupo contra grupo, um insultava, o outro deixava-se insultar. Porque toda a gente sabe que quem manda são "os mais fortes". Mas o pior eram os boatos que uma "amiga" minha inventava para tentar entrar para o grupo dos "fortes", escusado será dizer que nunca caiu nas suas boas graças. Mas lá vingou na vida, porque gente que espezinha gente vinga sempre.
No final desses três anos, mudei de escola: eu e parte da minha turma: a fórmula do caos estava pronta a explodir.
Sempre tive o meu grupo de amigos e parte desse grupo mudou para essa escola, por isso tudo corria lindamente. Melhor ainda: mal cheguei a essa escola, por intermédio de uma excelente velha amiga, conheci um monte de gente nova, tinha uma série de pretendentes, uma vida feliz e expectante.
Até que, passados 2 ou 3 meses tudo recomeçou. Desta vez, chamavam-me nomes menos simpáticos porque tinha dinheiro, era uma betinha, etc etc. Mas o que começou por aí e por outros pormenores que vou omitir sob pena de, eventualmente, ser  identificada por alguém que leia isto e até me conheça, depressa evoluiu e passou a um burburinho constante nas aulas, chamando-me esta e aquela (e às minhas amigas, bem como a outras pessoas da turma), todo um ritual de gestos obscenos, encenações obscenas, insultos em frente a professores (que nada faziam)... Só chorei em público uma vez, de desespero. Corria para o wc para chorar em privado. Quase deixei de comer. Pouco tempo passava na escola, ia e voltava a chorar e o choro só cessava quando pousava a cabeça na almofada e finalmente conseguia adormecer. Perdi peso. Perdi ânimo. Desliguei-me de tudo menos da dor que estava a sentir. E não, eu não podia fazer-lhes frente, era um grupo inteiro, de rapazes, liderados pelo macho-alfa, contra nós, sendo eu o alvo favorito. Um dia vim-me embora e não voltei mais à escola. Já tinha dado conhecimento da situação, mas interpelar os bullies só piorou a situação, tudo se intensificou,
Perdi todas as amizades. Parte da turma pensava que era melhor não fazer frente aos bullies, para não serem alvo deles. A outra parte, bem, achavam-me fraca porque eles aguentaram e eu não.
Fui para uma escola nova, fui muito bem recebida por todos, fui rapidamente integrada, ao fim de algum tempo senti-me feliz. Apaixonei-me. Apaixonei-me pela vida, pelos amigos, pela comunidade em geral. Tive professores que eram excelentes pessoas. Tive 3 anos lindos com todos eles. Não perfeitos, mas lindos. Os melhores anos da minha vida. E por isso sou-lhes eternamente grata, a eles, por serem as pessoas lindas que foram e ainda hoje são ,
Depois segui para a faculdade e tudo se complicou. Estava de novo sozinha, numa área completamente nova. Fiz algumas amizades no princípio, mas parte das pessoas trocaram de faculdade, outra parte não tinha aulas comigo e lá os fui perdendo de vista.
A verdade é que foram os anos mais solitários para mim. Senti-me muito mal, por vezes.
Aquele não era o meu meio, a minha casa.
Mas eu sei que a culpa também era minha. Fechei-me em mim, com medo de que a minha história de vida me perseguisse. Porque, quer queiramos quer não, o mundo é pequeno e algumas pessoas conheciam a minha história, mas como grandes pessoas que eram, não me julgaram, apoiaram-me e acarinharam-me. Mas como é que eu sabia como iriam reagir estas novas pessoas na minha vida?
Nunca estabeleci laços fortes durante o meu tempo na faculdade. Falava pouquíssimo sobre mim, não me entregava às pessoas. Não era capaz. Limitava-me a ser cordial e a manter uma relação circunstancial, quase profissional com os meus colegas. Raramente fui eu a aproximar-me.
E isso tem um preço, bem alto, que é o preço que pago actualmente: a solidão.
Por isso o meu conselho (para quem estiver a ler e para mim no futuro) é: não se deixem moldar pelas más experiências que tiveram no passado, pelas pessoas cruéis que foram conhecendo, pelos nomes que vos chamaram. Vocês não são nada disso, nada. Certamente serão pessoas lindas, sensíveis, bons amigos e bons companheiros.
Hoje eu só queria que aqueles 3 anos não tivessem destruído a minha vida e, acima de tudo, que não tivessem morto a menina alegre, doce e tão dada que outrora eu fui. Um dia fui um livro aberto. Hoje não sei se serei capaz de mostrar mais do que uma capa a alguém. Sou uma máscara de ferro, fria, algo insensível, distante. Sou acima de tudo distante. 
Mas sabem o que é irónico? Adoro a companhia das pessoas (à distância), os "bons dias", os pequenos gestos, ouvir as suas opiniões... Apenas não as deixo entrar. Não consigo.
Outra coisa que não consigo deixar de fazer é procurar saber o que os bullies andam a fazer, se parecem felizes... Isso não leva a nada, eu sei. Mas não o faço por raiva. Aliás, hoje apercebi-me finalmente da indiferença lhes tenho. O que eu gostava de saber era como pessoas assim vivem com elas próprias. Não percebo, Só desejo que sejam felizes e que os nossos caminhos se não voltem a cruzar.
Outro erro é ver nas outras pessoas traços dos bullies e afastá-las ou então se forem conhecidos desses bullies descartá-las logo. Pode ser preconceito, Ou então é uma defesa. Não sei...
Aos que passaram por isto, tal como eu, melhores dias virão. I wish you all the best and beautiful things in the world*

Batatas Fritas

Exactamente o que leram: este é um post sobre batatas fritas.
Apenas para dizer que descobri recentemente que gosto de batatas fritas caseiras, mas atenção: 
têm que ser cortadas às rodelas.
Depois quero ser magra... Assim não vale!

'Viver Depois de Ti'


Viver Depois de Ti (Before You)

É a história de um jovem belo, abastado e muito aventureiro. Um dia, Will é atropelado e fica tetraplégico. Os pais contratam uma cuidadora, a excêntrica Lou, porém nem ela é capaz de o animar. Will quer morrer. Será o Amor um sentimento capaz de dissuadir Will?
O filme é muito mais do que isto.
Imdb: 7.5

E então por que escolhi este nome?
Atenção spoiler relativo ao filme implícito no que irei dizer de seguida!
Porque eu também perdi um amor. Bem, não em circunstâncias trágicas e, na verdade, talvez eu nunca o tenha tido. Mas Viver Depois de Ti representa a minha vida agora... E não é fácil, deslindar o caminho, Depois de Ti.

Adoro...

Cinema.
Por isso deixo aqui duas dicas, não são filmes muito recentes, são ambos de 2014. Por isso é bem provável que toda a gente já os tenha visto. Still, here it goes.

Se Eu Ficar (If I Stay)

Conta a história de Mia, uma jovem que sofre um acidente de automóvel e fica em coma. Durante o coma,  Mia tem de decidir se quer regressar, se valerá a pena regressar, ou não.
O filme é lindíssimo.
Imdb: 6.8

O Meu Nome é Alice (Still Alice)

Conta a história de Alice, uma professora de linguística com apenas 50 anos a quem é diagnosticada a doença de Alzheimer. Trata-se de Alzheimer precoce, pelo que evolui muito rapidamente e passa de geração em geração, uma vez que se trata de uma doença genética.
É um filme com uma carga emocional muito intensa.
Imdb: 7.5

Time

Imagem do filme Se Eu Ficar (If I Stay)


"É só uma questão de tempo". 
Uma vez, ouvi-te dizer esta frase. Na verdade, não sei a que te referias. Não faço a mais pequena ideia.
Mas hoje, talvez apenas hoje seja eu a proferir essas palavras.
"É só uma questão de tempo".
Ao que acrescento:
"Tudo vai ficar Bem.". Porque vai.
Eu sinto.

Faith

Há uns dias vi no blog Don't make me blush a história de alguém que esteve meses em depressão. O texto tocou-me e, acima de tudo, deu-me coragem e permitiu que eu finalmente pensasse "Está tudo bem. Não és a única a passar por isso", porque muitas vezes, apesar de sabermos que não é assim, é isso que sentimos.
Durante um ano eu não vivi. A verdade é que nem me recordo dos primeiros meses em que sofri de depressão. E a pergunta que sempre me assolou foi: "porquê?", então voltemos atrás.
O ano de 2015 foi um ano agridoce. Recebi a melhor proposta de emprego de sempre, tratava-se do meu emprego de sonho, bem pago e com um potencial prestigioso. Após várias entrevistas, não passei na última fase de recrutamento. Simplesmente recusaram-me sem me dizerem porquê. As restantes propostas assemelhavam-se a trabalho escravo (com despesas e sem salário) e eram numa área completamente diferente, com a qual não me identifico mesmo nada. Não vou negar o impacto negativo que isso teve em mim. Mas eu sabia e sei que ainda me restam outras oportunidades, noutras empresas. Além disso eu ainda estava a estudar. Nada de me preocupar em demasia.
Os meus amigos iam-se distanciando...
A família apenas exigia de mim mais do que eu podia oferecer, em suma, chegou a um ponto em que apenas me irritavam.
Finalmente aceitei fazer um tratamento com a esperança de aliviar as crises de ansiedade e alguns dos sintomas físicos horríveis que eu tinha há já muito tempo. Investi numa clínica particular, extremamente cara, extremamente fancy e algo alternativa. A profissional em questão apenas quis ver dinheiro, não deu resposta aos meus problemas, não me medicou. Ficou apenas ali a ver-me sofrer cada vez mais enquanto explorava cada cantinho da minha alma onde a dor já havia morado ou onde ainda habitava. Entrei numa espiral de dor, numa depressão profunda e passei a ser, toda eu, feita de lágrimas.
E depois veio o período do qual eu não me lembro (talvez isso até seja algo positivo), imagino que tenha sido melhor.
Perdi todos os meus amigos. A maioria nem sabe daquilo por que eu tive que passar, sozinha. Os que sabem... Não querem realmente saber.
Aproximei-me muito da minha família, ainda meio-ferida, meio-amedrontada. As pessoas não compreendem o que isto é.
Pensam que se estamos tristes então temos que nos pôr alegres e pronto, puff, surge um sorriso, reaparece a vontade de viver, a alegria que emigrou do nosso corpo, tudo, miraculosamente, como se estivéssemos assim porque é assim que queremos estar: vazios, dormentes, doridos.
Adquiri medos que eu não tinha antes e vi-me grega para os superar.
Revoltei-me muito.
Sofri com os efeitos secundários da medicação.
Perdi o sentido, o propósito de viver. Vi-me sem objectivos e sem vontade de os ter.
Hoje estou a reaprender a viver, devagarinho, porque uma caminhada destas não se faz de um dia para o outro. Acredito que tudo se supera nesta vida. Tenho mais força.
Mas ainda me magoa ter perdido tudo aquilo que eu perdi.
Tenho que recomeçar a minha vida do 0, não de onde ela ficou, mas do início, com todas as marcas que levo na pele.
E, o que me vale, é a Paz que sinto, o sentimento de que algumas coisas foram como tiveram que ser e uma Fé pela qual vou batalhando, dia após dia, porque eu sei que, mais cedo ou mais tarde, ela volta para mim.

O conformismo


Sou uma bailarina. Arrumei as sabrinas, Deixei o ballet.
Foi assim que começou esta viagem: sem expectativas, com poucos sonhos, com algumas ilusões.
Nunca pensei que a realidade fosse tão dura, os dias tão pesados, as pessoas tão amargas. Interrogo-me se não terei ficado amarga também.
Todo este processo, toda esta introspecção, toda a solidão, todos os sonhos desfeitos e mudanças de rumo que tive que fazer ao longo destes meses arruinaram-me o coração. O meu coração está um farrapo, um trapo velho, inutilizável, irreparável.
Já pensei em colocar-lhe um remendo, mas um só não bastará, Seriam precisos uns mil, no mínimo e, feitas as contas, ele nunca mais voltará a ser o mesmo.
Hoje arrumei o violino, a um canto, na sala. Já não o quero no meu quarto onde possa olhar para mim e passar as noites a perguntar "por que não me tocas?".
Não te quero no meu coração em farrapos.
Neste coração tonto e esburacado.
Já não te quero, meu violino, minha música, minha paixão.
Sinto uma dor física constante. A alma já me não dói. Devo tê-la vendido ao Diabo quando pedi que me amasses.
Hoje só quero encontrar o sentido nas palavras que escrevo, nos versos que já eu esqueci, tatuados numa pele que já viu melhores dias. A minha pele está gasta. A minha face cansada. O coração esfarrapado.
E, ainda assim, não estou infeliz. Será isto...

Words



"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..."

Fernando Pessoa

À beleza


“Não penso nas misérias, mas em toda a beleza que persiste. Este é mais um ponto em que mamãe e eu não concordamos. «Pense na miséria do mundo e dê graças por não compartilhá-la». Meu conselho é o seguinte: «Saia, vá para o campo, goze a natureza e o sol, vá para fora e tente recapturar a felicidade em si própria e em Deus. Pense em toda a beleza que ainda resta em você e à sua volta e seja feliz.».

Não aceito a ideia de mamãe estar certa. Como nos comportaríamos então, se passássemos pela miséria? Estaríamos perdidos. Ao contrário, descobri que sempre resta alguma beleza no sol, na natureza, na liberdade, em você mesma.”
Anne Frank

Experience


Em jeito de desabafo, eis algo que me incomoda há já algum tempo:
a ideia que (algumas/as) pessoas têm de que:
os casais têm de possuir o mesmo nível de experiência sentimental e/ou sexual, porque
- não há cá desperdiçar tempo a "ensinar" o outro, porque eu até sei umas coisas muito úteis;
- há que começar sempre por baixo, primeiro andas com o "patinho feio", só depois podes envolver-te com o Princípe Encantado;
- and so on...
C'mon people...

Beige



Não são muralhas, meu Amor. São demónios que eu não esqueci. As palavras que te não disse, não são silêncios, são antes juras de amor que o tempo esqueceu. Se fugi, não foi por ter perdido a cabeça, mas sim o coração, que nunca mais foi meu.

Ando de coração perdido,
Brincando de sem-abrigo,
Sem real noção da dor,
Ou do perigo.
Se não te amei, como devia,
É porque não consigo.


Porque eu não sei amar, Amor. Não nasci para viver uma grande paixão, se a vida que me traçaram sempre foi mediana. São amenos os meus dias, mesmo no mais violento dos climas. São doces as minhas tempestades e quentes as palavras geladas que profiro.
Não sei se entendes, o que significa não ter explorado os mares, nem ter feito cruzeiros elegantes em grandes navios, se sabes o que são vidas sem luxos, nem luxúrias, ou fúrias. Se sabes o que é ter o peito a descoberto, a alma nua (sabendo-a tua); se imaginas como são os tectos sem estrelas, os afectos sem laços e os laços sem nexo. Eu não tenho nexo, pois não?
Somos duas realidades quase tão distantes como a Terra e Plutão.
Às vezes temo que nem sejamos da mesma natureza, da mesma matéria, do mesmo fogo, da mesma razão.
Sou amor sem razão, razão com pudor.
Sou mil e um preconceitos preconizados nos versos livres que finjo que escrevo só para esquecer que (ainda) existes em mim.
São só palavras, amor.

Mind


Sou pouco mais do que as letras que me compõem