Last Movies 2016

Um Novo Final (The English Teacher)


É um filme acerca de uma professora - Linda - que desempenha a sua profissão com paixão e afinco, procurando acender uma pequena chama em cada um dos seus alunos.
Jason é um ex-aluno de Linda, muito talentoso mas ainda longe de conhecer o seu verdadeiro potencial. A vida ainda não lhe havia proporcionado a sua chance de brilhar.
Linda decidiu investir em Jason, reconhecendo o brilhantismo do seu trabalho e batalhando com todas as suas forças no sentido de lhe proporcionar a oportunidade que ela acreditava que ele tanto merecia.
Talentos e paixões misturam-se, envolvem-se, fundem-se. O enredo começa a colapsar como se se tratasse de uma frágil construção elaborada com peças de dominó.
Linda redescobre a vida. Jason finalmente obtém um feedback relativo ao seu trabalho. As restantes personagens crescem e revelam-se em redor de um projecto capaz de mover toda a gente.
O final desapontou-me muito, mas eu sou uma idealista incurável.
Um filme quase-brilhante, com um final que não lhe faz justiça.
Imdb: 5.8

Notas de Amor (Take This Waltz)

Um filme delicioso sobre amor e paixão, dotado de uma intensidade e beleza deslumbrantes, a par de uma simplicidade quase impossível de descrever. Um filme que retrata a realidade que mora dentro de cada um de nós, na casa ao lado ou no bairro que se segue. Brilhante e sempre actual. Suave e perturbador.
Faz-nos reflectir de uma forma tão mas tão perfeita que quase nem damos por isso. O pensamento apenas flui, embalado pela doçura não tão inocente do filme.
A personagem principal - Margot - desaponta-nos um pouco no final. Mas é apenas a minha opinião. Porque, afinal, Margot encontrou aquilo que sempre procurara e não soubera: encontrou-se a si própria, fundiu-se com a vida e, finalmente, deu um passo na direcção da satisfação e da realização pessoal (opinião minha).
Um filme único.

A música Take This Waltz, de Leonard Cohen, faz parte da banda sonora do filme, como não poderia deixar de ser.
Se gostaram de A Essência do Amor (To The Wonder), certamente apreciarão este.
Imdb: 6.6

Sobre os Saldos, em 4 palavras

pan·de·mó·ni·o 

substantivo masculino

1. Nome da assembleia dos demónios e do lugar onde se realizavam essas assembleias .

2. A corte infernal.

3. [Figurado] Reunião tumultuosa.

4. Confusão, balbúrdia.

5. Reunião de indivíduos que se associam para praticar o mal, promover desordens, etc.



caos |áus| 

substantivo masculino de dois números

1. Confusão dos elementos antes da criação do universo.

2. [Figurado] Confusão.

3. Desordem.

4. Perturbação.



a·po·ca·lip·se 
(grego apokalúpsis, -eós, acção de destapar, revelação)

substantivo masculino

1. [Religião] Livro da Bíblia com as revelações feitas a S. João Evangelista. (Com inicial maiúscula.)

2. Discurso assustador, obscuro ou profético.

3. Grande desastre. = CATACLISMO, HECATOMBE



lou·cu·ra 

substantivo feminino

1. Alienação mental.

2. Insensatez; imprudência.

3. Extravagância.

4. Doidice, acto descontrolado ou irreflectido.


E já restava pouca coisa "de jeito". Não, não estavam a dar nada, os descontos eram assim-assim, não sei o que deu nesta gente que eu nunca na vida vi algo assim!

Sobre o Natal

Relativamente aos presentes posso dizer que foi um dos melhores Natais dos últimos anos. Recebi mais presentes, de mais pessoas, todos me agradaram imenso e, em especial, tenho que dizer que finalmente recebi a minha tão desejada, linda, esperada, amada e adorada Pandora 💖 É linda e eu estou super apaixonada por ela e pelas inúmeras contas que um dia espero poder comprar.
Mas agora vamos àquilo que efectivamente interessa.
Foi um Natal morninho, assim mais para o frio.
Não posso dizer que foi mau. Não foi. Houve muitas surpresas agradáveis, momentos bons pelos quais eu não esperava, mas o momento mais especial e unido da noite não foi de todo como eu idealizara. E eu não esperava muito...
Resumidamente, por volta das 23 horas eu era a única pessoa que ainda estava a pé, em frente ao pc, aborrecida por não estar a jogar jogos de tabuleiro ou cartas, ou a conversar ou a ver filmes de desenhos animados ou de outra espécie qualquer. Nada. Jantámos, houve toda a magia dos presentes e depois foi uma noite mais banal do que as noites banais: nada de cinema, nada de convívio, nada de magia.
Fiquei triste.
Principalmente por saber porque assim foi.
Mas já passou. Tudo passa.

Então Mari, o que é que fizeste depois do Natal?

1. Comer os doces que sobraram; Não, praticamente nada.
2. Fazer exercício para queimar as calorias extra; Não, mesmo.
3. Sair, passear,...; Nem por isso.
4. Fui espreitar os saldos; Nem vê-los.
5. Outra coisa qualquer:

GRIPE. Desde dia 26 que os meus dias têm sido dedicados a uma tremenda, persistente e malvada gripe. Só hoje consegui ter forças para estar de pé e dar notícias.

E as coisas que tenho em atraso para fazer?
Bem... Nem vos digo nada!

Espero que esteja tudo bem por aí, que tenham aproveitado bem a época natalícia e os saldos que já começaram. Se ainda não aproveitaram, estão à espera de quê para irem dar uma espreitadela? 😄

Uma estrelinha feliz

Há cerca de dois anos, um familiar afastado por quem eu nutria muito carinho adoeceu.
Ele era a alma de qualquer festa, aquele que contava as melhores piadas e transformava qualquer história numa epopeia grandiosa. Era alegre, gentil e simpático. Nunca conheci alguém que tivesse um casamento que durasse o tempo que aquele durou, com o carinho com que ele durou, com a saudade que deixou ficar.
Um dia, já perto do Natal, e ciente da sua condição, fui visitá-lo.
Encontrei um corpo magrinho, quase imóvel, condenado a uma infelicidade como ele nunca conhecera. Fora tomado de surpresa pela doença, sem qualquer aviso ou sinal. O prognóstico foi dado com muitas certezas e a tristeza imperou. 
Ele queria viver, queria rir, queria conviver, conversar, divertir-se. Isso notava-se naquele corpo imóvel e débil.
Não queria partir. Apesar da idade avançada, sabia que ainda tinha muito para viver, muita felicidade ainda haveria de chegar, muita felicidade ainda tinha de proporcionar aos que o amavam. Porque ele - e os que o rodeavam - precisavam disso: daquela alegria, daquele riso, daquela brincadeira de homem sério que só quer o nosso bem.
Já praticamente não se alimentava, uma vez que o corpo rejeitava praticamente tudo. Estava confinado a uma cama, da qual não podia sair, a um corpo que já não conseguia mover, a uns dias amargos e pesados, longos, porém quase cronometrados. 
Não sei como foi o seu Natal. Sei que não podia beber ou comer e que não queria que a sua condição contagiasse a família, por isso pedia-lhes que se divertissem e aproveitassem as festas por ele.
Saí de lá cabisbaixa, com uma vontade enorme de chorar e naqueles momentos que se seguiram desejei poder trocar de lugar com ele.
Porque eu nunca fui assim tão feliz e isso deixava-me com um sentimento difícil de descrever... como se eu sentisse que não merecia a vida, se a vivia assim, desta forma, tão medíocre quando comparada com uma felicidade tão rica e tão plena, Eu não tinha o direito de viver uma vida assim, quando havia gente com tanta felicidade por desfrutar.
As pessoas felizes nunca deveriam partir.
Ninguém deveria ter que partir mas, sobretudo, as pessoas felizes, nunca deveriam partir. A vida faz-lhes falta e elas fazem-nos falta a nós.
Foi um Natal triste.
Mas nunca tão triste como o daquela senhora que viu um casamento lindo, tão longo e tão próspero em amor, definhar aos poucos.
Pessoas que amam nunca deveriam partir.
Pessoas tão amadas nunca deveriam partir.
Quem sabe equilibrar com mestria bondade, amor e felicidade deveria ter a vida eterna assegurada, mas não tem.
Estamos todos condenados a uma efemeridade tão, mas tão injusta.

About Movies

Boa noite, gente linda, tudo óptimo por aí?
Ausentei-me durante alguns dias porque andava sobrecarregada com montes de tarefas para concluir em pouquíssimo tempo.
Tive uma ideia genial uma destas noites, para um post aqui no blog, mas entretanto adormeci (sem anotar o que tinha pensado) e, quando acordei, já não me lembrava. Já vos aconteceu?

Assim sendo, segue-se um post sobre alguns dos filmes que tenho visto e sobre os quais acho que vale mesmo a pena falar-vos.
                     Esta imagem não faz justiça nem à beleza do filme, nem à beleza natural da Olga Kurylenko.

A Essência do Amor (To the Wonder)

Este é um filme sobre um espírito livre. E, como todos os espíritos verdadeiramente livres, Marina é apaixonada, intensa, inquieta. É divertida, possui dentro de si o sorriso puro que uma criança feliz irradia, mas, simultaneamente, um vazio que por vezes a assombra.
Este é um filme sobre Amor. Sobre o Amor.
É também um filme sobre Fé, sobre Deus e sobre a luz divina.
Tem momentos cuja carga emocional é muito intensa. Tem outros em que impera um sentido espiritual apurado.
O filme é narrado em 4 línguas distintas. Passa-se em pelo menos dois países, cruza diferentes destinos e diferentes nacionalidades. As paisagens são inacreditáveis de tão belas, as imagens do quotidiano fazem-nos recordar quadros de épocas remotas de tão singelas, tão puras, tão mágicas.
Aconselho vivamente. Vejam!
E, pessoalmente, o que mais me tocou foram as palavras do padre.
Imdb: 5.9

Aprovado (Admission)

Este filme centra-se na personagem interpretada pela Tina Fey - Portia Nathan -, uma mulher que praticamente vive para o trabalho - no departamento de admissões de Princeton -, "descurando" a sua vida pessoal.
Além de demonstrar o que parece ser a realidade competitiva do processo de candidatura e de admissão (extremamente selectiva) àquela Universidade Norte-Americana, o filme fala-nos muito sobre o amor de mãe e as proezas que este nos leva a fazer. Sim, é verdade. Ainda que nada o faça adivinhar (não vou contar mais, para não transformar isto num enorme spoiler).

Imdb:  5.7
Eu, o Earl e a Tal Miúda (Me and Earl and the Dying Girl)

Uma deliciosa combinação de drama e comédia. Pelo título poderão concluir que alguém está morrer. Trata-se de uma jovem com cancro - Rachel. Mas a história centra-se mais no seu amigo - Greg -, dotado de uma personalidade muito muito peculiar. É uma bonita história sobre amizade, amadurecimento, escolhas e destinos.

Imdb: 7.8

"Irrational Man"

Homem Irracional (Irrational Man)

É um filme de Woody Allen.
A história centra-se num professor de Filosofia - Abe, com a reputação de se envolver com inúmeras mulheres, incluindo alunas suas, que, a certa altura, sente que a sua vida perdeu o sentido. Torna-se taciturno, impotente, carrancudo. Não acredita e repudia até as alegrias da vida.
Abe conhece então Jill, uma das suas alunas - com imenso talento e sede de sabedoria - e rapidamente Jill fica absolutamente fascinada com o misterioso, intrigante e atraente modo sombrio de Abe.
Ainda que Abe evite a todo o custo o envolvimento amoroso entre os dois, o inevitável acontece.
Abe havia recuperado a ânsia de viver, a alegria, a liberdade, o seu propósito. Mas este novo Abe não surgira graças a Jill. Abe encontrara um outro propósito bem mais profundo e macabro.

Adorei o filme. É absolutamente genial e prende-nos ao ecrã, surpreende-nos a cada segundo, intriga-nos, incomoda-nos até. É um filme que nos inquieta, no bom sentido. Vejam ;)
Imdb: 6.6 

Regressos


É o meu sítio favorito em todo o Mundo.
Não porque tenha tanto de ti, mas porque já tem demasiado de mim. Demasiado para que não me cative.
É isso, deixei-me cativar.
Agora não há volta a dar.

(Re)valorizar o dinheiro



Esporadicamente tenho discussões (saudáveis) acerca deste tema. Hesitei em escrever sobre ele aqui, mas deixei que os ânimos arrefecessem e penso que agora é a altura apropriada para o fazer.
O dinheiro, esse malvado que arruína casamentos, famílias, países, o Mundo.

Quando era mais nova detestava dinheiro. E detestava-o porque já tinha visto o que ele era capaz de fazer com a cabeça (e o coração) das pessoas. Detestava-o porque via gente a passar dificuldades, gente a apropriar-se de dinheiro alheio, gente abastada a pedir dinheiro a pobres para sustentar os seus vícios, pobres a esbanjar dinheiros em futilidades, pessoas abastadas a receber o rendimento mínimo que muitas famílias necessitam e não têm, gente que coloca comida no lixo (comida oferecida por instituições de solidariedade social), apenas porque tem preguiça de cozinhar, enfim.
Acredito que cresci, mudei, aprendi.
O que importa não é o dinheiro, mas sim as pessoas e aquilo de que são feitas, a sua essência.
E de que são feitas as pessoas?
Pois bem, eu não sei. Cada um poderá apenas falar com propriedade de si próprio e, ainda assim, com cautelosas reservas pois nem sempre nos conhecemos a fundo.
Mas o que penso eu agora sobre o dinheiro?
O dinheiro traz felicidade? Não, mas toda a gente sabe que ajuda.
Então por que é que queremos sempre ter mais e mais?
Porque os cuidados de saúde requerem (muito) dinheiro e as doenças não abrandam de forma a que seja possível acompanhar a lentidão do SNS;
Porque, infelizmente, há quem tenha que recorrer a tratamentos de fertilidade dispendiosos;
Ou a tratamentos extremamente complexos e avançados no estrangeiro;
Porque queremos que os nossos filhos tenham as suas necessidades básicas supridas;
E uma educação de qualidade;
Para que possam ter um futuro melhor do que o nosso;
Porque viajar nos enriquece, por dentro;
E faz com que nos reencontremos, connosco próprios;
Porque o conforto nos faz sentir realizados, orgulhosos, vencedores;
Porque também gostamos de nos mimar de vez em quando;
Porque o ser humano é competitivo;
Inveja quem tem mais;
Discrimina quem não o pode ter;
E ninguém gosta de ser marginalizado;
Porque dinheiro é poder;
E se cair nas mãos certas,
São os poderosos que mudam o Mundo.
Mas para isso é necessário que o nosso interior seja poderoso, esplendoroso, bondoso, terno, capaz de empatia, dotado de humanidade.

Então, o que vale o dinheiro?
Eu não sei, mas atrevo-me a dizer que o dinheiro apenas serve para comprar tudo aquilo que o amor não é capaz de oferecer.
Porque o amor pode ser "sem limites", mas a vida prega-nos partidas e a verdade é que temos que estar preparados, com as melhores armas, os melhores trunfos, aliados aos melhores dos sentimentos.

O dinheiro não é nada sem fé, sem confiança, sem amor, empatia e um forte sentido de Paz e de humildade.

About Movies

O Estagiário (The Intern)

Este é um filme sobre um senhor de idade avançada - Ben - que perde a esposa e, de algum modo, aparenta estar perdido na sua própria vida também, uma vez que não possui metas nem objectivos diários.
Decide então candidatar-se a uma vaga para estagiário sénior numa empresa de venda de roupas online. Toda a gente adora Ben e ele consegue o emprego, mas a chefe - Jules - praticamente não lhe atribuí tarefas, pelo que ele lança mãos à obra e ajuda toda a gente, com a sua simpatia e experiência de vida.
Ben e Jules acabam por se tornar grandes amigos (não vou revelar porquê nem como, vejam!).
Ben é um senhor com uma mente muito jovem, muito proactivo, bem-disposto e de bem com a vida.
Penso que o filme nos transmite algumas lições valiosas e nos consegue ensinar que nunca é tarde para encontrar um novo propósito para as nossas vidas - seja um emprego, um novo amor, etc..
Eu gostei muito.
Imdb: 7.1

Amor de Fato e Gravata (Beauty & the Briefcase )

Esta é uma comédia romântica. Lane é uma jovem que ainda não encontrou o amor. Mas Lane possui uma particularidade: elaborou uma lista com 10 itens a preencher pelo seu futuro companheiro. (Teve piada, uma vez que só vi o filme ontem e já tinha elaborado as minhas 2 listas, mas ainda, assim, se virem o filme vão compreender que eu e a Lane temos objectivos bem diferentes).
A par da sua busca por um amor perfeito, Lane pretende realizar o seu sonho de escrever para a Cosmopolitan. Um dia, o destino brinda-a com uma oportunidade única de concretizar estes dois desejos, simultaneamente.
Foi a KATHIE S. do blog BEYOND the Sky que mo indicou (Obrigada!🙂) e eu gostei imenso.
Imdb: 5.5

Atenção spoiler!!
Só tive pena de o menino bonito se ter revelado um novelo de mentiras, porque se ele fosse como aparentava ser, bem que valia a pena! Bem, mas essa é a lição do filme, não é?
A lista da Lane é um bocadinho digamos... exótica.
E, por fim, sinceramente não achei que houvesse muita química entre o derradeiro casal.

Vejam, vale a pena!

Ai que eu não resisto!

Eu não resisto a...
...homens que usam casacos de fazenda. Ficam logo 30 a 40% mais sexy!
Dá um ar de homem adulto, bem parecido, bem resolvido, com uma vida profissional bem encaminhada e que sabe vestir-se com bom gosto!
Adoro adoro adoro!

Hoje vi um homem com um casaco de fazenda azul marinho (logo a minha cor favorita!), com aquele ar sedutor e assertivo e um cigarro na boca prestes a acender-se e, bem... Quem me dera ter ido lá apresentar-me! 

Sweet sweet december!

Querido Dezembro

Quero que fiques para sempre gravado no meu coração. Não te quero complicado ou atribulado. Quero que apenas uma palavra seja capaz de te definir, em toda a tua grandiosidade e graciosidade: Felicidade.
Por favor, não me tragas mais daquelas dores de cabeça chatas ou enxaquecas ou constipações.
Não me dês mais dores de coração, porque a essas tu sabes que eu não resisto.
Se puderes, lembra-te de mim e traz-me um Amor verdadeiro, sincero, quente.
Sê gentil. Que eu prometo ser também.